"Consumidor Final"
Elevação no preço da cesta básica perde força, mas ainda apresenta quarto aumento consecutivo
Na contramão do aumento, o leite registra sua décima terceira queda consecutiva do valor, acumulando uma redução de 22,84%, onde, no final de julho, custava, em média, R$ 9,06 o litro e na semana atual tem o preço médio de R$ 6,99/l.
Economia
O Boletim da Cesta Básica, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), apresentou o quarto aumento consecutivo no preço do produto cobrado na capital do estado, que chegou a custar, na terceira semana de outubro, R$ 738,41. A elevação registrada no período já chega a 5,58%, quando era encontrado nos mercados a um preço médio de R$ 696,06.
Segundo levantamento do IPF-MT, dez dos 13 itens que compõem a cesta apresentaram variação positiva nos preços, com destaque para a batata, que registrou forte elevação no preço, de 6,58% e já chega a 41,28% de aumento em um período de seis semanas consecutivas.
Outros dois itens que contribuíram na elevação do preço da cesta foi o arroz e a banana, com altas de 4,95% e 4,24%, respectivamente. Para o diretor de Pesquisas do IPF-MT e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a alta registrada nesta semana pode estar sendo impulsionada pelos itens sensíveis à fatores climáticos e temporadas de safra.
“Podemos incluir aqui o tomate, que apresenta alta de 49,34% em 4 semanas, ou seja, um aumento de R$ 2,16 por quilo. Já a batata, que, em 7 semanas, acumula um avanço de 65% em seu preço, passando de R$ 3,86/kg em seu valor médio, para R$ 6,37/kg”, afirmou.
Na contramão do aumento, o leite registra sua décima terceira queda consecutiva do valor, acumulando uma redução de 22,84%, onde, no final de julho, custava, em média, R$ 9,06 o litro e na semana atual tem o preço médio de R$ 6,99/l.
O açúcar também vem apresentando queda no seu preço, a sexta consecutiva, variando em -7,29%, passando de R$ 4,02/kg em média para os atuais R$ 3,73 o quilo.
Igor Cunha explica, ainda, que apesar do crescimento observado, “itens como o leite e o feijão se mantém em queda, além da carne que mostra estabilidade em seus preços. Isso é positivo para o consumidor, já que coopera para os gastos menos voláteis e crescimentos menos expressivos no momento das compras”.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Economia
Aneel mantém bandeira tarifária verde em novembro
Pelo segundo mês consecutivo, as contas de luz não terão cobrança de tarifa extra, informou nesta sexta-feira (30) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A manutenção da bandeira verde permanece em novembro devido às condições favoráveis de geração.

A bandeira tarifária verde voltou a vigorar em outubro, após cinco meses de bandeira amarela, que tem custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
“O aumento de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, esclareceu a agência reguladora.
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
As cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Os valores cobrados são os seguintes:
- na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
- na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
- na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, e a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
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