"Novo Atrativo"
Emanuel anuncia que Brazuca será instalada no Dutrinha após processo de restauração
O monumento que simboliza a Copa do Mundo de 2014 está sendo totalmente recuperado pela Limpurb.
Esporte
O prefeito Emanuel Pinheiro anunciou nesta terça-feira (26) que a Brazuca, monumento que representa a bola da Copa do Mundo de 2014, será instalada no Estádio Eurico Gaspar Dutra, o popular Dutrinha. Neste momento, a réplica passa por um processo de restauração realizado por meio do trabalho dos artistas plásticos regionais Regis Gomes e Sued J. Ferreira.
A ação é coordenada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria a Serviços Urbanos (Limpurb) e tem como finalidade devolver ao objeto o visual original que foi desgastado com o passar do tempo. Conforme explicado por Emanuel durante a live transmitida em suas redes sociais, ainda será definida uma data para a recolocação da Brazuca.
“É mais um feito histórico envolvendo o nosso Estádio Eurico Gaspar Dutra, que já recebeu, por exemplo, a Taça Jules Rimet, quando o Brasil foi tricampeão mundial no México, em 1970. Agora, o nosso palco de glórias e de uma geração de outro do futebol mato-grossense também terá como uma de suas atrações a Brazuca”, comentou o prefeito.
O monumento ficará no mesmo espaço em que hoje se encontram as esculturas dos eternos craques Fulepa, (Goleiro do Mixto), Avião (zagueiro do Dom Bosco), e Bife (centroavante do Operário de Várzea Grande). Emanuel lembrou ainda que o Estádio Eurico Gaspar Dutra foi totalmente requalificado por sua gestão.
“Nós o requalificamos e entregamos lindíssimo de volta para o seu legítimo dono, que é o povo cuiabano. Ele foi por décadas o principal palco do futebol mato-grossense, que já recebeu os maiores jogadores do Brasil, entre eles Pelé. No ano em que eu nasci, em 1965, o rei do futebol jogou no Dutrinha contra o meu Dom Bosco”, relatou.
De acordo com o cronograma da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos, a previsão é de que o trabalho de restauração da Brazuca seja concluído em até 10 dias. Além da pintura, o processo conta ainda com os serviços de lixamento e recuperação das partes danificadas com massa de revestimento.
A réplica foi construída pela Prefeitura de Cuiabá como símbolo da Copa do Mundo de 2014, que teve a capital mato-grossense como uma de suas subsedes. A bola foi feita de material de fibra, possui aproximadamente dois metros de diâmetro e, desde sua instalação, nunca havia recebido um trabalho de revitalização.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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