Esporte
Federação Mato-grossense de Futsal adota medidas com relação a pandemia do novo coronavírus, e adia início da Copa Centro América de Futsal 2020
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Da Redação
Prevista para começar em 4 de abril, a 21ª edição da Copa Centro América de Futsal foi adiada, e ainda sem uma nova data para começar. A medida faz parte da Resolução nº 001/2020 de 23 de março de 2020, que ainda cita outras alterações em relação a competição que abre o calendário do futsal mato-grossense, bem como outras atividades ligadas a Federação Mato-grossense de Futsal (FMFS).
A resolução leva em consideração as medidas adotadas pelo poder público nas esferas federal, estadual e municipal para o enfrentamento do estado de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional através do Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020.
Considera ainda os efeitos e consequências da pandemia que atinge o país com o surto do COVID-19, a FMFS adotou medidas urgentes e extraordinárias para minimizar os efeitos dessa pandemia.
Veja alguns dos principais destaques da resolução:
Art. 1º. Suspender a realização do Congresso Técnico da Copa Centro América de Futsal 2020, previsto para o dia 28 de março de 2020, na cidade de Cuiabá, cuja realização será comunicada oportunamente, considerando a avaliação das autoridades governamentais e que não comprometam a saúde da coletividade.
Art. 2º. Suspender o início da competição da Copa Centro América de Futsal 2020, prevista para o dia 04 de abril de 2020, cujo inicio será deliberado oportunamente, considerando a avaliação das autoridades governamentais e que não comprometam a saúde da coletividade.
Paragrafo único. Enquanto não for deliberado o inicio da competição fica facultado aos interessados promoverem suas inscrições para a competição, desde que atendidas os requisitos estabelecidos em regulamento.
Art. 3º. Suspender a realização de toda e qualquer atividade relacionada ao futsal no Estado de Mato Grosso, tais como competições, chancelas, cursos de oficiais de arbitragem, bem como toda e qualquer atividade que impliquem em concentração de pessoas.
Art. 4º. Suspender o expediente presencial da Federação Matogrossense de Futsal, devendo as atividades serem desenvolvidas pelo sistema home office, podendo os interessados acessarem os serviços mantidos pela FMFS através dos e-mails: secretaria@fmfs.com.br e cadastro@fmfs.com.br, bem como pelos telefones (65) 98113-1733 e (65) 99601.8510.
Alberich Press – Assessoria FMFS
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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