"Esporte é saúde"
Prefeitura de Várzea Grande promove Dia do Desafio
O Dia do Desafio é uma campanha mundial em prol da prática de exercícios físicos visando à saúde e qualidade de vida da população.
Esporte
Atividade física e saúde andam lado a lado. Por isso é que a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smcel), promove, nesta quarta-feira (25), um dia inteiro de atividades para todas as idades, em alusão à campanha do ‘Dia do Desafio’. Os eventos iniciam às 6h30, no Ginásio do Fiotão, e seguem até às 19h. O tema desta edição é “Ocupar Espaços e Reunir Pessoas”.
As atividades irão incluir aulas do ‘Programa Qualidade de Vida’, gincanas escolares e ainda jogos amistosos de handebol e futsal. “O Dia do desafio também representa uma oportunidade para refletirmos sobre as experiências que vivemos nos últimos dois anos, período em que a pandemia da covid-19. Agora, com a cobertura vacinal avançada, podemos voltar a ocupar os espaços e devemos retomar com maior segurança às atividades físicas, sem as quais também não é possível ter saúde”, afirmou o superintendente de Esporte e Lazer, Jadir Pereira, responsável pela organização do evento.
Uma das atividades previstas é a gincana escolar das Escolas Municipais de Educação Básica ‘(EMEB) Honorato Pedroso de Barros e Profª Angela Jardim Botelho’. A diretora da EMEB Honorato Pedroso de Barros, professora Marilene Silva, o evento também será uma oportunidade para os alunos reforçarem conceitos de respeito, solidariedade e cooperação através do esporte. “Essas crianças tiveram de ficar dois anos em casa, então essa é uma oportunidade muito importante não apenas para estimular a saúde física, mas também retomar a convivência entre elas e estimular sua saúde mental”, disse.
O Dia do Desafio é uma campanha mundial em prol da prática de exercícios físicos visando a saúde e qualidade de vida da população. A ideia surgiu a partir da Tafisa, associação internacional que visa disseminar o conceito de Esporte para Todos e é apoiada pela gestão Kalil Baracat.
SERVIÇO
O que: Dia do Desafio Smecel
Onde: Ginásio Fiotão
Programação:
· 06h30 às 7h30 – Aulão do Projeto Qualidade de Vida
· 8h às 9h30 – Gincana Escolar EMEB Honorato VS EMEB Tia Angela
· 16h30 às 18h30 – Aulão do projeto Qualidade de Vida
· 19h às 22h – Amistosos de Handebol e Futsal
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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