“SAIU NO LUCRO”
Em casa vem de tudo menos a vitória
Depois de São Benedito, os cuiabanos agora tem São Walter, como padroeiro do “Dourado”
Esporte
Quando a correnteza parece estar ficando a favor, vem uma ventania e muda tudo, dessa vez, foi causado pelo “saci colorado”, o Internacional de Porto Alegre, desembarcou na Arena Pantanal, para a sétima rodada do Campeonato Brasileiro, um jogo de certa forma equilibrado, com muitas reclamações, cartões amarelos e expulsão.
O Cuiabá até que tentou, no primeiro tempo, em algumas jogadas balançar as redes, pecando sempre no último passe, e quando não errava, o goleiro do Internacional aparecia para estragar a festa. Em um lance espetacular, Valdivia, obrigou o goleiro Daniel, do “Inter”, fazer uma defesa monumental, como antigamente, fazendo uma ponte, de mãos trocadas, para impedir o gol do “Dourado”.
O Internacional respondia a altura, as equipes iriam para o intervalo com o “colorado” na frente, se, o goleiro Walter não fizesse valer o seu posto, o “arqueiro” cuiabano mais uma vez salvou o time da derrota, em lances como de Anderson, que recebeu dentro da área e chutou rasteira no canto.

Foto: ASSCOM/Dourado
No segundo tempo o “Dourado abriu o placar, em cobrança de falta de Valdivia, depois de muita reclamação, por partes dos jogadores do “Inter”, reclamações que mudaram de lado, após penalidade a favor do internacional, pênalti marcado com assistência do VAR.
O jogador De Pena, bateu no canto e Walter foi buscar, mas não dessa vez, o “colorado” igualou o placar, que permaneceu assim até o fim da partida.
Com o empate, o Cuiabá caiu de décimo quarto, para décimo sexto (primeira posição fora do Z4), o Internacional, de décimo, caiu para décimo primeiro.
Para o “Dourado”, o empate em casa não foi mal negócio, contra um time do “quilate” do Internacional, com uma camisa que “enverga varal”, a questão é, até quando esses resultados em casa, uma vez que, mais à frente no campeonato, esses mesmos pontos podem fazer falta. Aos torcedores, só restam aguardar as cenas dos próximos capítulos.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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