“88 ANOS DE AMOR E TRADIÇÃO”

Glórias, conquistas e rivalidade, assim é escrita a história do maior de Mato Grosso

Falar que vai fazer é diferente de fazer, Mixto não é moda, é tradição do povo cuiabano

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Esporte

No dia 20 de maio, de 1934, em um casarão colonial, na avenida Sete de Setembro, nascia aquele que se tornaria o maior vencedor do estado, o único a ser tetra campeão estadual duas vezes, o mais simpático dos times cuiabanos, o primeiro mato-grossense a ser campeão de uma competição nacional.

Mixto Sport Club (assim era na ortografia da época), fundado com ideais sociais e políticos, com o intuito de reunir os homens e as mulheres nos eventos esportivos, algo totalmente incomum na década de 30, daí o nome “Mixto”, representando a mistura de coisas diferentes, sem preconceito. As cores não podiam ser outras (preto e branco), duas cores opostas, porém, essenciais para formação de quaisquer outras cores.

Foto: Mixtonet

A trajetória gloriosa nos gramados, iniciou segundo registros na década de 40, com 5 (cinco) títulos mato-grossense, uma grande dúvida dos torcedores, até mesmo rivais, é por que apenas duas estrelas douradas. A resposta poderia ser por que não caberiam as estrelas de cada título, mesmo com divergências históricas (23 ou 24 títulos), o “Tigre de Vargas” (como ficou conhecido no século passado) é o maior campeão estadual, mas, as duas estrelas referem ao título dos 250 anos de Cuiabá, em 1969, e ao título do Torneio Centro-Oeste 1976, onde o “Tigre” venceu o Itumbiara (Go), por 1 a 0, levantando o “caneco”, e se tornando a primeira agremiação mato-grossense, vencer um título nacional.

Mixto fez ainda, jogos homéricos (fantástico ou extraordinário), como a vitória em cima do Vasco da Gama (RJ), no campeonato nacional de 1976, com um gol olímpico, marcado por Adavilson Pelézinho, a goleada sobre o Cruzeiro (MG) por 4 a 2, no Campeonato Brasileiro de 82. E o embate clássico com o Operário (rival) no brasileiro de 79, onde o “Tigre de Vargas” venceu por 4 a 3, no antigo estádio do comercio (atualmente campo do Liceu Cuiabano).

Foto: Mixtonet

Anos de gloria, o tri estadual em 1947, 48 e 49, o tetra logo nos anos de, 1951, 52, 53 e 54, o único time com dois tetracampeonatos. Atualmente, o “Tigre de Vargas” disputa a segunda divisão mato-grossense, e vem mostrando sua tradição no estado, na estreia por exemplo, despachou o Paulistano com o placar de 7 a 0, com a melhor campanha, tem grandes chances de disputar a final (em caso de classificação) em seu domínio, com o apoio da maior, melhor e tradicional TBS (Torcida Boca Suja).

A TBS coincidentemente, comemorou aniversário, completando 30 anos de fundação, no último dia 05 de maio de 2022. Uma linda história, de um clube que nasceu nos braços do povo cuiabano, e que quando solicitado na elite, fez bonito, diferente daqueles que acham que tem tradição.

 

Parabéns ao Mixto, clube mais amado de Mato Grosso.

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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