'Nova Geração"
Calendário dos Jogos Escolares Mato-grossenses abre nesta sexta-feira (08)
Abertura do evento será realizada às 19h no ginásio municipal Joubert Isaías Romancini; Competição escolar prossegue até quarta-feira (13.04)
Esporte
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), abre o calendário dos Jogos Escolares Mato-grossenses nesta sexta-feira (08.04). Quem dá início ao maior evento esportivo escolar do Estado são os estudantes de 12 a 14 anos que disputam a etapa regional Sul e Sudeste, em Campo Verde (a 130 km da capital).
A abertura da competição será realizada às 19h no ginásio municipal Joubert Isaías Romancini, que fica no bairro São Lourenço, em Campo Verde. A cerimônia contará com a presença de autoridades locais, representantes da Secel, equipes participantes e será aberta ao público.
Ao todo, 48 equipes disputam o título de campeãs e as respectivas vagas para a etapa estadual das modalidades coletivas de basquete, futsal, handebol e vôlei. Participam dessa fase regional times escolares dos municípios de Alto Araguaia, Alto Garças, Barão de Melgaço, Campo Verde, Guiratinga, Itiquira, Juscimeira, Paranatinga, Pedra Preta, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger e Tesouro.
Envolvendo tanto as disputas masculinas quanto femininas, os Jogos acontecem em quatro equipamentos esportivos do município-sede. O ginásio Joubert Isaías Romancini acolhe as disputas de basquete e futsal; o ginásio da escola estadual Monteiro Lobato recebe as partidas de handebol; já os jogos de vôlei serão divididos entre os ginásios das escolas estaduais Ledy Maria Brascancim e Waldemon Moraes Coelho.
Para a realização dos Jogos Escolares, a Secel conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e do município-sede. Em Campo Verde, o evento esportivo prossegue até a próxima quarta-feira (13.04).
A competição regional
Com programação que vai de abril ao início de julho, a fase regional envolve equipes escolares dos municípios de todas as regiões de Mato Grosso que competem por vagas para a etapa estadual. Os estudantes de 12 a 14 anos participam dos Jogos Escolares e os da faixa etária de 15 a 17 anos disputam os Jogos Estudantis de Seleções.
Em Campo Verde, os estudantes de 12 a 14 anos das regiões sul e sudeste dão início à programação do evento esportivo. Já os atletas de 15 a 17 anos dessas regiões finalizam a etapa regional no início de julho, em Alto Garças. As demais disputas regionais, que acontecem de 15 de abril a 06 de julho, integram os Jogos Escolares e os Jogos Estudantis num mesmo período e município.
Nessa fase regional, são disputadas as modalidades coletivas de basquete, futsal, handebol e vôlei. As equipes campeãs em suas respectivas regiões avançam para a etapa estadual de cada faixa etária. De 16 a 22 de julho, em Sorriso, ocorrem as disputas pelos títulos estaduais dos Jogos Escolares; e de 24 a 30 de julho, em Lucas do Rio Verde, dos Jogos Estudantis de Seleções.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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