Prejuízo
Obras inacabadas se transformam em pesadelo para a população de Sapezal
Política
O anúncio da construção de uma piscina semiolímpica em Sapezal gerou grande expectativa, não apenas entre os atletas da natação, mas também, em toda a população. A promessa inicial, era de que Sapezal iria receber grandes eventos esportivos após a conclusão da obra, porém, após 1 ano e 6 meses do início das obras, o projeto ficou apenas na imaginação da população.
Com um custo previsto de R$ 1.148.509,94, a obra foi paralisada em fevereiro de 2021, após erros de projetos que colocaram em cheque, todo o objetivo por trás da construção. Está é mais uma obra, que se encontra paralisada no município. De acordo com a ferramenta Radar Obras Paralisadas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), atualmente existem 16 obras que ainda esperam para serem concluídas em Sapezal.
O prazo inicial para a conclusão da construção da piscina, era de 120 dias e se iniciou em abril de 2020. Em fevereiro deste ano, a empresa responsável pela obra teve seu contrato recendido, porque, supostamente não teria conseguido executar os serviços, gerando a rescisão contratual.
Mas, o que mais chama a atenção, é que um erro de projeto teria colocado toda a obra em cheque, já que devido a medida não ser compatível com as exigidas para uma piscina semiolímpica, impossibilitando de eventos nacionais serem realizados no município. Isso foi o que denunciou os vereadores Franço Helber (PSC) e Joilson Assunção (PSL), após uma visita no canteiro de obras, que fica em anexo ao Ginásio Elenor Dal’Maso.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, os parlamentares explicam que após um erro de projeto, a piscina foi construída 15 centímetros menor que o exigido, com isso ela deixaria de ser semiolímpica. “Vereador Joilson, essa é a piscina que era para ser olímpica e não é mais por 15cm”, declarou Franço.
Na sequência, o vereador Joilson completou a fala classificando o erro, como “ignorância do executivo”. “Teve um erro no projeto, por ignorância e por incompetência do executivo. Uma piscina que era para ser olímpica e iria trazer benefícios, verbas do Governo Federal e competições nacionais. Está parada”, afirmou Joilson.
A piscina semiolímpica, como é o caso, é um tipo que obedece às regulamentações impostas pela Federação Internacional de Natação (FINA). Este tipo de piscina é comumente utilizado para eventos competitivos de natação. Ela possuí 25 metros de cumprimento por 20 de largura.
De modo geral, está é mais uma obra que se encontra paralisada, gerando prejuízo para a população e para o esporte local, principalmente se levar em conta, o histórico de vitórias dos atletas da natação sapezalense, que colecionam conquistas nas competições que participam.
Caso os problemas não sejam resolvidos, está será mais uma obra que irá se transformar em um “elefante branco”, que apenas estará gerando prejuízo para o erário público e para a população.
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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