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Competições esportivas escolares são retomadas em MT

Secel mantém a realização das etapas estaduais e convoca os municípios para a inscrição das equipes

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Esporte

Foto - Alexandre Loureiro - COB

As competições esportivas disputadas por estudantes de 12 a 17 anos estão de volta em Mato Grosso. Com mudanças no formato e uma série de procedimentos para a prevenção à Covid-19, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) definiu por manter a realização das etapas estaduais e convoca os municípios para a inscrição das equipes.

A partir deste ano, os estudantes de 12 a 14 anos participam dos Jogos Escolares Mato-grossenses. Já os alunos da faixa etária de 15 a 17 anos disputam nos Jogos Estudantis de Seleções Mato-Grossenses. As duas competições estaduais já estão com calendários e regulamentos estabelecidos, abrangendo participantes de ambos os gêneros, de modalidades coletivas e individuais.

Por causa da pandemia, as inscrições estão limitadas a 32 municípios e seguirão a ordem de chegada ao e-mail o desportoescolar@secel.mt.gov.br. Nos dois eventos, cada município pode inscrever uma equipe masculina e outra feminina por modalidade.

Os Jogos Escolares Mato-Grossenses de modalidades coletivas acontecem no mês de setembro, em três municípios diferentes. De 9 a 12 de setembro, a cidade de Sorriso sedia as disputas estaduais futsal. De 16 a 19 de setembro, Campo Verde acolhe as partidas de handebol. E de 23 a 26 de setembro, será a vez de Nova Mutum receber os jogos de basquete e voleibol.

Os Jogos Estudantis de Seleções Mato-Grossenses de modalidades coletivas serão realizados em outubro, nos mesmos municípios. A programação começa pelas disputas no handebol, em Campo Verde, de 07 a 10 de outubro. Na semana seguinte, de 14 a 17 de outubro, os jogos de basquete e vôlei serão realizados em Nova Mutum. E, por último, de 21 a 24 de outubro, ocorrem as partidas de futsal, em Sorriso.

Já a etapa estadual das modalidades individuais será realizada num mesmo período, tanto dos Jogos Escolares quanto dos Estudantis. De 30 de setembro a 03 de outubro, Várzea Grande será a sede das competições que incluem atletismo, natação, ginástica rítmica, judô, xadrez, dentre outras.

Além do número limite de municípios participantes em cada evento, os gestores municipais devem ficar atentos ao prazo das inscrições de equipes. A data final para confirmar a participação é de até 10 dias anteriores ao início da competição por modalidade. Confira AQUI o calendário completo.

A fase estadual dos Jogos Escolares Mato-Grossenses é a única classificatória para os Jogos Escolares Brasileiros, organizados pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), com suporte da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Mesmo com o cancelamento da etapa nacional dos Jogos da Juventude 2021, organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), a manutenção dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-Grossenses visa garantir aos estudantes de 15 a 17 anos oportunidades de desenvolvimento esportivo e saudável proporcionados pelo evento.

O secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel, Jefferson Carvalho Neves, também destaca que as competições servem como critérios para o projeto OlimpusMT, que possibilita auxílio financeiro mensal, o bolsa atleta, aos esportistas mato-grossenses.

“Os jogos escolares fazem parte da formação de nossos jovens atletas. Essa faixa de 12 a 17 anos é a fase em que estão em pleno desenvolvimento e a não participação nas competições em mais um ano traria prejuízos a uma geração de jovens, como por exemplo, a restrição na seleção do projeto Olimpus, que oferece o bolsa atleta para continuação do desenvolvimento esportivo”, enfatiza.

William Lucas – COB

Guilherme Porto, campeão de wrestling na etapa nacional Jogos Escolares 2019, é um dos beneficiados com bolsa atleta

Medidas de biossegurança

Todas as partidas dos Jogos Escolares e dos Jogos Estudantis de Seleções serão realizadas sem a presença de público. Terão acesso aos espaços de competição somente árbitros, as equipes e seus técnicos, que deverão apresentar teste com resultado negativo de covid-19.

Também não haverá aberturas oficiais, solenidades em que participavam todas as delegações. Na estreia dos eventos, serão realizados até quatro jogos de abertura em ginásios diferentes.

As medidas de prevenção preveem o uso obrigatório de máscara por todos os envolvidos nos eventos e de recipientes próprios para alimentação e bebida. Os protocolos de biossegurança ainda incluem adequações, como o reforço na limpeza dos equipamentos e locais de competição e de circulação de pessoas, ampliação das áreas de inscrição e de entrada de equipes, redução das equipes técnicas que acompanham os atletas, dentre outras.

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Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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