OBRAS DE INFRAESTRUTURA

Nova Maringá completa 29 anos com construção de estradas, pontes e anel viário

Obra do anel viário é esperada há anos pela população do município e vai aumentar segurança de quem transita pela cidade

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Política

Prefeitura de Nova Maringá

Nova Maringá, município no centro-norte mato-grossense com 8.850 habitantes e distante 373 quilômetros de Cuiabá, comemora 29 anos de emancipação nesta quinta-feira, 26 de agosto, beneficiada com várias ações da atual gestão estadual.      

São investimentos na pavimentação de rodovias, construção de pontes de concreto e maquinários para manutenção de estradas de terra; equipamento para radiocomunicação digital; e auxílio financeiro a famílias carentes.    

Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), foi aberta licitação para pavimentação de 81 quilômetros das rodovias MT-492 e MT-249, entre Nova Maringá e São José do Rio Claro. A obra, aguardada há 40 anos, vai facilitar o acesso e escoamento da produção da região diretamente nas rodovias federais BR-163 e BR-364. A obra é orçada em R$ 60,8 milhões, com contrapartidas de R$ 7,5 milhões, e custeada pelo Fethab.

Em parceria com a prefeitura, o Estado constrói o anel viário do município, considerado a maior obra realizada no perímetro urbano da cidade. O investimento do governo estadual é de R$ 1,4 milhão, com contrapartida de R$ 1,2 milhão da prefeitura. Com 3,6 km de extensão, o anel viário é uma antiga reivindicação dos nova-maringaenses, para retirar de dentro da cidade o trânsito de carretas que circulam pela MT-160, reduzindo os riscos de acidentes.

Marcos Vergueiro – Secom-MT 

O governo do Estado investiu ainda R$ 15 milhões na construção de duas pontes na MT-488, uma sobre o Rio Arinos, com 244,85 metros de extensão, e outra sobre o Rio Alegre, com 61,55 metros.

Para auxiliar na manutenção de 390 quilômetros de rodovias não pavimentadas, a Prefeitura de Nova Maringá recebeu do Governo do Estado uma motoniveladora, complementando o maquinário municipal. 

Segurança

Nova Maringá é um dos 50 municípios beneficiados com a terceira etapa da implantação de radiocomunicação digital, pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). 

Assistência social

Por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), foram entregues 159 cartões do Ser Família Emergencial, e doadas 800 cestas básicas às famílias carentes do município, pelo programa Vem Ser Mais Solidário, além de 77 cobertores, pelo Aconchego.

Saúde e repasses

A Secretaria de Estado de Saúde repassou ao município 725 testes rápidos para detecção do coronavírus e medicamentos para combatê-lo, num total de 31.627 comprimidos, entre azitromicina (3.889), ivermectina (3.111) e dipirona (24.627), também distribuído em gotas, com 602 frascos.           

Entre 2020 e junho de 2021, o Governo do Estado repassou R$ 25,95 milhões aos cofres municipais em ICMS, IPVA e Fethab; R$ 1,69 milhão em assistência social, transporte escolar entre 2019 e 2020; e R$ 707,7 mil em fundos de saúde entre 2019, 2020 e 2021.

Economia

Em 2018, segundo o IBGE, o setor agropecuário, com R$ 294,72milhões, respondeu por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) municipal. Serviços (R$ 95,12 milhões), administração pública (R$ 54,138 milhões), impostos (R$ 31,306 milhões), e indústria (R$ 22,899 milhões) fecham a soma. O PIB per capita foi de R$ 59.114,60.

Entre salários e outras remunerações, 198 empresas e organizações em atividade no município, entre as quais duas distribuidoras de insumos, pagaram R$ 26,95 milhões a 1.032 pessoas ocupadas (11,9% da população), das quais 832 assalariados. Média mensal de 2,4 salários mínimos.

Em 2019, o município produziu 648 mil toneladas de soja, 501 mil de milho, 7,2 mil de arroz, 7,07 mil de algodão e 1,44 mil de girassol, além de abacaxi, feijão, mandioca, sorgo e borracha.

Detém um rebanho bovino com 84 mil, com 558 vacas ordenhadas e 985 mil litros de leite; rebanho galináceo com 18,1 mil cabeças, das quais 3.622 galinhas, com 22 mil dúzias de ovos; 2.653 suínos (451 matrizes), 1.550 ovinos e 1.097 equinos, além de 1,2 toneladas de mel de abelha e 31 toneladas de peixes em cativeiro.

Extraiu 150 toneladas de carvão vegetal, 76,8 mil m3 de lenha e 127 mil de madeira em tora. Na silvicultura, possui uma área plantada de 3,89 mil hectares, dos quais 450de eucalipto; 10,5 milm3 de lenha e 500de madeira em tora.  

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Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço

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Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.

A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.

Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos; além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos ministériosda Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.

O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.

Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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