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Grafite soma dez empresas virtuais com milhões em contratos e é denunciada pela prática de cartel

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Da Redação

A Papelaria Grafitte é uma das empresas que estão sendo investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em um inquérito que investiga a suposta existência de um “cartel” de empresas que participam de licitações no ramo de papelaria, material de escritório e limpeza, na cidade de Várzea Grande.

O inquérito que investiga as empresas, foi assinado pelo promotor de Justiça, Douglas Ligiardi Strachini, após uma denúncia anônima, na qual foi registrada na ouvidoria do Ministério Público. A denúncia foi encaminhada pelo titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Rondonópolis, promotor Wagner Antônio Camilo.

De acordo com a denúncia, o suposto “cartel”, atua em todos os municípios do Estado e também na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), porém, a denúncia aponta que a organização atuava principalmente nas cidades de Rondonópolis, Várzea Grande e Nova Santa Helena.

Segundo o promotor, a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, confirmou que as empresas relacionas na denúncia, de fato participam de processos licitatórios no município, além disso, a prefeitura juntou os relatórios com os materiais licitados, assim como a modalidade e a numeração dos processos licitatórios. Além da Papelaria Grafitte, ainda são denunciadas a Papelaria Millenium, Dallas Papelarias e Papelaria Perpétuo Socorro. Ainda de acordo com a denúncia, a Papelaria Grafitte possuía mais de dez empresas virtuais para concorrer aos certames, está é a empresa com maior número de empresas virtuais utilizadas para ganhar os processos licitatórios, as demais, possuíam juntas pelo menos seis outras empresas virtuais. Strachini explica, que a prática de “cartel” acontece quando duas ou mais empresas, do mesmo ramo, se unem para controlar o mercado onde estão inseridas. “O cartel acontece quando duas ou mais empresas, do mesmo ramo, atuam em conjunto para o controle do mercado onde estão inseridas. Quando existem essas empresas, a quantidade produzida e os preços são combinados de maneira que retornem uma grande fatia de lucro para cada uma delas”. Explicou o promotor.

De acordo com o inquérito, as empresas participaram de 9 pregões presenciais e outros 24 pregões eletrônicos em Várzea Grande, entre os anos de 2016 e 2018. O promotor alerta, que se caso for comprovada a participação de agentes públicos na prática de “cartel”, isso configura improbidade administrativa, porém até o momento, não há indícios.

OS SEGREDOS PARA SE TORNAR UM MILIONÁRIO 

Wilson da Silva Oliveira, mais conhecido como “Wilson Grafitte” é uma figura muito conhecida, já que se tornou uma das pessoas mais “endinheiradas” de Várzea Grande. Ele, que começou a vida como um mero vendedor de uma grande empresa no ramo de refrigerantes, hoje acumula milhões, e é um dos principais nomes no ramo de papelaria, materiais de expediente e informática de Mato Grosso, sendo proprietário da Papelaria Grafitte.

Apesar de atualmente estar fora dos holofotes, já esteve presente nos noticiários relacionados a esquemas de corrupção, Wilson é citado na delação do empresário Elias Abrão Nassarden Júnior, acusado de integrar um esquema em fraudes licitatórias entre os anos de 2005 e 2009 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) que lesou os cofres públicos em mais de R$ 60 milhões.

O esquema era simples, empresários do ramo de gráficas criavam empresas de fachada para participar de processos licitatórios e após um acordão, o dinheiro era dividido entre os mesmos.

Na delação de “Tio Elias”, como é conhecido o empresário Elias Abrão, em 2007, Wilson teria recebido valores através de cheques entregues a uma pessoa identificada na delação, apenas como Augusto. Além disso, ele teria participado de diversas reuniões onde eram
acordados detalhes do esquema fraudulento.

De qualquer forma, se tornar um milionário no Brasil não parece ser tão difícil e nem existem muitos segredos para isso, já que se você aceitar participar de esquemas criminosos que lesam a população, as probabilidades de você ficar milionário são absurdamente
altas. Porém , não basta apenas integrar a organização criminosa, é preciso se manter firme e não “desanimar”.

Em 2019 a empresa pertencente a Wilson volta a ser citada em supostos esquemas ilícitos, desta vez a acusação é a criação de um “cartel” em licitações realizadas em várias cidades do Estado.

Foto: Internet

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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