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Ver vídeos com legenda permite invasão por hackers

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Falha na segurança dos players PopcornTime, VLC, Kodi (antigo XBMC) e Stremio podem afetar 200 milhões de máquinas, segundo Check Point

Da Redação

 

Uma brecha em programas de vídeo permite que computadores sejam invadidos simplesmente por reproduzir um conteúdo com legenda. O problema foi descoberto pela empresa de segurança digital Check Point, e estimativa é que mais de 200 milhões de máquinas possam estar expostas.

O problema atinge quatro players e permite que o hacker tenha controle total da máquina sem que o usuário precise fazer nada, nem mesmo clicar em um link. A falha expõe com mais intensidade os usuários que vêem filmes piratas.

De acordo com a Check Point, o problema está na forma como os aplicativos PopcornTime, VLC, Kodi (antigo XBMC) e  Stremio lidam com as legendas. Como esses arquivos são considerados pouco perigosos tanto pelos players como pelos anti-vírus, não há muito controle sobre o que a máquina faz quando os lê. Dessa forma, é possível criar um vírus disfarçado de legenda que, ao ser lido pelo computador, permite acesso total a um hacker.

A falha afeta também o serviço que procura e baixa legendas para o arquivo que está sendo tocado – recurso muitas vezes usado para filmes piratas baixados da internet. Como esses programas buscam a legenda em sites especializados, é possível que os hackers infectem máquinas ao burlar esses sites. 

Isso acontece porque, ao carregar um vídeo, esses players identificam o vídeo e dão a opção de escolher uma legenda correspondente a ele para baixar. Normalmente, as legendas são enviadas por outros usuários e recebem notas sobre a sua qualidade. Assim, o trabalho do hacker seria de enganar o sistema desses sites para dar ao vírus uma nota alta, nos primeiros lugares da busca, para que ele seja escolhidos como se fosse uma legenda normal. É possível também que o player já esteja configurado para baixar automaticamente o primeiro lugar do ranking, fazendo com que o usuário seja infectado automaticamente.

A Check Point diz que as versões mais atualizadas do VLC e do Stremio disponíveis nos sites oficiais já estão corrigidas. O Popcorn Time e o Kodi também têm versões corrigidas, mas ainda não estavam disponíveis como lançamentos oficiais.

 

 

 

Fonte: Veja

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Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic

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A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.

“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.

“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.

Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.

A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.

Centrais sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.

“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.

A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.

Pressão por novos cortes

Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.



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