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Ver vídeos com legenda permite invasão por hackers

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Falha na segurança dos players PopcornTime, VLC, Kodi (antigo XBMC) e Stremio podem afetar 200 milhões de máquinas, segundo Check Point

Da Redação

 

Uma brecha em programas de vídeo permite que computadores sejam invadidos simplesmente por reproduzir um conteúdo com legenda. O problema foi descoberto pela empresa de segurança digital Check Point, e estimativa é que mais de 200 milhões de máquinas possam estar expostas.

O problema atinge quatro players e permite que o hacker tenha controle total da máquina sem que o usuário precise fazer nada, nem mesmo clicar em um link. A falha expõe com mais intensidade os usuários que vêem filmes piratas.

De acordo com a Check Point, o problema está na forma como os aplicativos PopcornTime, VLC, Kodi (antigo XBMC) e  Stremio lidam com as legendas. Como esses arquivos são considerados pouco perigosos tanto pelos players como pelos anti-vírus, não há muito controle sobre o que a máquina faz quando os lê. Dessa forma, é possível criar um vírus disfarçado de legenda que, ao ser lido pelo computador, permite acesso total a um hacker.

A falha afeta também o serviço que procura e baixa legendas para o arquivo que está sendo tocado – recurso muitas vezes usado para filmes piratas baixados da internet. Como esses programas buscam a legenda em sites especializados, é possível que os hackers infectem máquinas ao burlar esses sites. 

Isso acontece porque, ao carregar um vídeo, esses players identificam o vídeo e dão a opção de escolher uma legenda correspondente a ele para baixar. Normalmente, as legendas são enviadas por outros usuários e recebem notas sobre a sua qualidade. Assim, o trabalho do hacker seria de enganar o sistema desses sites para dar ao vírus uma nota alta, nos primeiros lugares da busca, para que ele seja escolhidos como se fosse uma legenda normal. É possível também que o player já esteja configurado para baixar automaticamente o primeiro lugar do ranking, fazendo com que o usuário seja infectado automaticamente.

A Check Point diz que as versões mais atualizadas do VLC e do Stremio disponíveis nos sites oficiais já estão corrigidas. O Popcorn Time e o Kodi também têm versões corrigidas, mas ainda não estavam disponíveis como lançamentos oficiais.

 

 

 

Fonte: Veja

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PF apura aporte de R$ 97 milhões de instituto de previdência de Maceió no Master

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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizaram, nesta segunda-feira (10), uma operação para aprofundar as investigações sobre supostas irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em operações financeiras do Banco Master.

Pertencente ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Master foi liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025, por determinação do Banco Central (BC), que ao anunciar a medida, informou que o Master havia violado às normas do Sistema Financeiro Nacional e sofria com uma grave crise de liquidez.

Oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos em cidades de Alagoas e São Paulo.

São alvos da operação:

– João Felipe Alves Borges, atual secretário de Fazenda de Maceió, Borges integrava o Conselho de Administração do Iprev à época dos fatos investigados.

– Ronnie REYNER Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do Iprev;

– Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, ex-coordenador-geral de Investimentos do Iprev;

– Renan Foglia Calamia, dirigente da empresa de consultoria Crédito & Mercado;

– Marília Alexandre de Lima Alves, integrante da Secretaria Municipal da Fazenda;

– Marcelo Brasileiro Santos, membro do Comitê de Investimentos do Iprev.

Mendonça autorizou os agentes federais a apreenderem computadores, discos rígidos, pendrives e outras mídias; telefones pessoais ou corporativos; documentos físicos, agendas, anotações, contratos, comprovantes financeiros e outros elementos probatórios em endereços residenciais e comerciais ligados aos seis investigados e também nas sedes do Iprev e da Crédito & Mercado de Valores Mobiliários LTDA.

Segundo a PF, a empresa de consultoria foi contratada pelo Iprev e teria participado da condução do credenciamento, da elaboração e da validação de análises e da formação documental das operações junto ao Master, caracterizando a “terceirização indevida da competência administrativa” do instituto de previdência.

Além de autorizar as buscas e apreensões, Mendonça decretou a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis, bem como de valores de Borges, Mota, Souza, Calamia, Alves e de Santos, até o limite global de R$ 97 milhões.

Segundo a PF, as suspeitas de possível gestão fraudulenta recaem sobre duas aplicações de recursos do Iprev em letras financeiras emitidas pelo Master. Em dezembro de 2023, o instituto aplicou R$ 97 milhões. Em maio de 2024, mais R$ 17 mil.

As investigações buscam esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, de cotação, de análise de risco, de governança e de tomada de decisão que antecederam os investimentos.

Em sua decisão, o ministro André Mendonça afirma que, ao pedir autorização judicial para realizar as buscas e apreensões, a PF assegura ter indícios de “possível direcionamento dos investimentos e exposição desproporcional do patrimônio previdenciário a ativos de risco elevado e liquidez reduzida”.

“De acordo com a autoridade policial, as Autorizações de Aplicação e Resgate (APRs) teriam sido preenchidas com justificativas genéricas e padronizadas, sem estudo comparativo de alternativas, análise suficiente de risco de crédito, avaliação de liquidez, exame da cláusula de subordinação ou motivação concreta para a escolha do Banco Master”, assinalou Mendonça, em seu despacho.

Em nota, o Iprev informou que “os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis”. Segundo o instituto, o patrimônio passou de cerca de R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que garante “a capacidade de pagamento de aposentados e pensionistas”. O Iprev disse ainda que está colaborando com as autoridades. 

A reportagem ainda não conseguiu contato com os investigados citados. O espaço segue aberto para manifestação dos interessados.



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