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Jesus promete Flamengo com postura ofensiva contra o Liverpool
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Da Redação
O Flamengo não vai entrar recuado contra o Liverpool na final do Mundial de Clubes da Fifa. Pelo menos foi o que deu a entender o técnico Jorge Jesus. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (20), o técnico rubro-negro elogiou o adversário de amanhã (21), mas deixou claro que não vai fazer como outros clubes brasileiros em finais contra europeus.
“São épocas diferentes, com treinadores diferentes e, portanto, cada um tem a sua ideia. Aquilo que o Flamengo tem passado ao longo dos últimos seis meses que estamos no Brasil tem sido uma ideia de um jogo olhando sempre para o gol, para a frente e para o espetáculo. Nós, europeus, como treinadores, somos formados não só para ganhar. Só ganhar não adianta, as tuas equipes têm que ganhar e proporcionar o espetáculo. Foi isso que tentamos fazer no Flamengo. Tivemos a sorte de ter jogadores que podem proporcionar essa ideia. Sem os jogadores, você fica só com a ideia. Portanto, o que vamos fazer amanhã é olhar para o jogo como olhamos nos últimos seis meses, tanto na Libertadores, quanto no Campeonato Brasileiro.”
Apesar do favoritismo do time inglês, Jorge Jesus confia em sua equipe e acredita que a postura tática é que fará toda a diferença na partida deste sábado.
“São duas equipes taticamente muito evoluídas. Quem ganhar não vai ser pela questão física. Quem ganhar vai ser por estar melhor taticamente, tem uma ideia de jogo melhor, conseguiu ser mais criativa taticamente, para além da criatividade individual que ambas as equipes têm. Tanto os atacantes do Liverpool quanto os atacantes do Flamengo são muito criativos, em qualquer momento podem decidir. Mas também há a criatividade tática e, portanto, amanhã, a equipe que tiver mais criatividade tática e for mais disciplinada taticamente será a vencedora do jogo.”
O Flamengo deve entrar em campo com todos os titulares. Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; William Arão, Gerson e Everton Ribeiro; Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol. Flamengo e Liverpool se enfrentam neste sábado no Estádio Khalifa International, em Doha (Catar), às 14h30 (horário de Brasília).
Fonte: Agência Brasil
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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