Dinheiro público é do povo

Valores gastos na compra de equipamentos alteram a “frequência Cardíaca” em Sapezal

Suspeitas fazem sapezalenses levantar indagações e se mostrarem decepcionados com o poder público municipal.

Publicado em

Política

Foto: CenterMedical

Da Redação

Mais uma aquisição realizada Prefeitura de Sapezal, através da Secretaria Municipal de Saúde via compra direta, destinada ao auxílio dos pacientes em tratamentos vítimas da pandemia da Covid-19, levanta muitas suspeitas, referente ao valor pago pelo aparelho: Monitor de Frequência Cardíaca, 110V, controle.

Com valor apresentado pelo detalhamento de empenho: 7429, da entidade: Prefeitura Municipal de Sapezal, de R$ 18.000, em um comparativo realizado em aparelhos nos comércios especializados em vendas de equipamentos hospitalares, foi possível observar, oscilações de valores como por exemplo:

Foto: Reportagem

 

R$ 4.239,00  

Foto: CenterMedical

R$ 8.6898,59

Foto: Mercadolivre

Como existem inúmeros aparelhos no mercado, várias marcas e modelos, cabe a Prefeitura de Sapezal, através da Secretaria Municipal de Saúde, prestar esclarecimento para população e Câmara de Vereadores, referente ao recurso investido no equipamento, A, B ou C, comprovando via nota fiscal, o modelo do aparelho adquirido que justifique o valor pago de R$ 18.000.

“Equipamentos supostamente com a mesma função, custando quatro vezes menos o valor apresentado, cabe mais uma vez, a Prefeitura prestar esclarecimentos, de R$ 18.000 para R$ 4.239, a diferença é grande”.

 

Desde a semana passada, após várias denúncias com documentos, envolvendo atividades suspeitas da Prefeitura de Sapezal, através da Secretaria Municipal de Saúde, que o município passa por um período conturbado, já que os sapezalenses levantam indagações e se mostram decepcionados com o poder público municipal.

Foto: Edmar Zorze/ CâmaradeSapezal

“Vale ressaltar, que a imprensa apenas divulgou as informações com dados, documentos, que apresentam discrepância nos valores pagos em aquisições de equipamentos e prestações de serviços, contratados pela Prefeitura de Sapezal, que cabe aos poderes públicos responsáveis, como Câmara Municipal, Tribunal de Contas, Ministério Público e GAECO-MT, investigar, julgar e punir os infratores”.

Foto: Gazetamt

Vários vereadores de Sapezal, já demonstraram interesses em averiguar os dados das divulgações, informando ao secretário municipal de saúde, Ralf Neves, que estarão solicitando com ofício, através da Câmara Municipal, requerimentos dos dados detalhados, sobre os assuntos já divulgados via imprensa.

O secretário municipal de Saúde, Ralf Neves teria informado para alguns vereadores, que as aquisições realizadas pela Prefeitura, seguem todos os parâmetros exigidos por Leis, através de licitação e compra direta.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Retrospectiva: novo piso salarial dos professores foi destaque entre aprovações da Câmara na área de educação

Publicados

em


No primeiro semestre deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1334/26, que criou uma nova regra de reajuste do piso salarial dos profissionais do magistério público da educação básica. O texto, também aprovado no Senado, foi convertido na Lei 15.437/26.

A norma determina que, a partir de janeiro de 2026, o reajuste será baseado na soma:

  • da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior (no caso, 2025); e
  • de 50% da média da variação percentual da receita real de cinco anos anteriores (de 2021 a 2025, no caso de 2026) vinda de estados, Distrito Federal e municípios para compor o Fundeb.

A variação real corresponde ao que ficou acima do INPC no período.

A regra também valerá para profissionais contratados por tempo determinado.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o reajuste do piso em 2026 foi de 5,40%. Esse percentual reúne o INPC de 2025, de 3,90%, e um ganho real de 1,50%.

O piso nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em janeiro de 2026.

INSS de bolsistas
Na área de educação, os deputados também aprovaram o Projeto de Lei 2950/15, que torna obrigatória a participação do bolsista de pós-graduação como contribuinte individual da Previdência Social para fins de acesso a benefícios como aposentadoria e auxílios.

De autoria do ex-deputado Davidson Magalhães (BA), o texto aprovado pela Casa foi relatado pelo deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) e está em análise no Senado.

A contribuição assegurará, por exemplo, cobertura previdenciária em situações de doença, maternidade e incapacidade temporária. Além disso, possibilita a contagem do tempo dedicado à pesquisa para fins de aposentadoria.

A contribuição a ser recolhida pela instituição cedente da bolsa será de 11% sobre um salário mínimo (atualmente R$ 1.621,00).

Com essa alíquota, o acesso à aposentadoria será somente por idade, atualmente em 62 anos para mulher e 65 anos para homem.

Caso deseje aposentadoria por tempo de contribuição ou que o tempo possa ser aproveitado para se aposentar por algum regime próprio de servidores públicos, o interessado deverá complementar a contribuição recolhida pela instituição com mais 9% sobre a base de cálculo, a fim de totalizar 20% de recolhimento.

Escolas sustentáveis
O Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis foi aprovado pela Câmara dos Deputados para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais.

Pedro Ventura/Agência Brasília

Deputados aprovaram programa que incentiva ações sustentáveis nas escolas

De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi relatado pela deputada Socorro Neri (PP-AC) e tramita agora no Senado.

O texto prevê ações como:

  • a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização;
  • utilização de sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e
  • uso racional da água, da energia e gestão de resíduos.

Outras medidas incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, além de reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência das edificações a eventos climáticos extremos.

Cultura nas escolas
A Câmara dos Deputados aprovou ainda no primeiro semestre, a política nacional “Mais Cultura nas Escolas”, objeto do Projeto de Lei 533/24, em análise hoje no Senado.

De autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta foi aprovada com a relatoria do deputado Tarcísio Motta, prevendo parceria entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com a sociedade civil no setor da cultura.

Segundo o texto, a União deverá apoiar os outros entes federativos na elaboração de um plano de atividade cultural anual para as escolas públicas de educação básica.

Para viabilizar a execução dos planos, poderão ser utilizados os moldes operacionais e regulamentares do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Cada plano deverá conter as ações, as metas, o cronograma de execução e a previsão de início e término das atividades, envolvendo bens e serviços necessários à realização das atividades artísticas, culturais e pedagógicas previstas.

Números do semestre
No total, foram aprovados no primeiro semestre de 2026, pelo Plenário, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 propostas de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA