AULAS PRESENCIAIS
Presidente da ALMT se reúne com o governador e defende volta às aulas presenciais
Desde que os profissionais da educação sejam imunizados totalmente. Outras matérias foram debatidas
Política
Em reunião com o governador Mauro Mendes (DEM), no Palácio Paiaguás, nesta quinta-feira (8), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), se posicionou favorável ao retorno das aulas presenciais na rede pública estadual, desde que todos os profissionais da educação estejam imunizados com as duas doses da vacina. O parlamentar falou também da necessidade de urgência na aprovação do Projeto de Lei 600/21, ou Mensagem 120/2021,que garante a manutenção de recursos da saúde e dos hospitais filantrópicos. Sobre PL 602/21 – Mensagem 113/2021 – que dá continuidade ao valor do auxílio para famílias em situação de vulnerabilidade. Os projetos receberam pedido de vista do deputado Lúdio Cabral (PT) na última sessão ordinária da Casa de Leis, realizada no dia 6.
Na quarta-feira (7), Lúdio devolveu os dois projetos, mas propôs emendas. Ao PL 600, por exemplo, sugeriu a manutenção da contribuição de todos os setores econômicos que já contribuem com o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF), além de manter 100% da arrecadação da saúde, destinando os recursos para o Fundo Estadual de Saúde, sendo 80% para os hospitais filantrópicos e municípios, e 20% para a assistência social.
O presidente disse que discordar das emendas do colega e questionou que se forem reduzidos os recursos, “como serão construídas as casas populares? Realizadas as entregas de cestas básicas, de cobertores e outros benefícios sociais? Claro que a saúde é fundamental, mas os nossos problemas não se concentram apenas nesta causa. Temos que cuidar das pessoas como um todo”, defendeu. “Muitas famílias só podem ser atendidas por ação social, então eu vou defender fortemente para que não se tire o recurso das pessoas que mais precisam”, completou.
O parlamentar reconheceu que o governo está aumentando o recurso para os filantrópicos e pensando no social, por isso é preciso aproveitar a oportunidade e pensar em investimentos para qualificação profissional para gerar emprego, oportunidades e cuidar das famílias que estão vivendo à margem de dificuldades.
“Vamos sair da pandemia, pois a população está sendo vacinada. Temos que preparar o nosso povo para o mercado de trabalho. Agora querem tirar dinheiro do social? Discordo desse posicionamento”, defendeu ao informar que entre os projetos que deverão entrar em pauta na próxima sessão plenária, no dia 3 de agosto, estão o da continuidade do ‘Ser Emergencial’, ‘Alfabetiza Mato Grosso’ e do ‘FEEF/MT’.
Os pedidos de vista deverão ser votados na sessão do dia 3 de agosto, entretanto Max explicou que se porventura o governo enviar algum projeto da previdência, os deputados têm o compromisso de realizar uma sessão extraordinária antes dessa data.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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