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Construção do Hospital Central e reforma do Hospital Júlio Muller vão resolver demanda da alta complexidade no Estado

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Da Redação

Em entrevista exclusiva para o Jornal O Mato Grosso, o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, falou sobre a situação da saúde no Estado de Mato Grosso. Nossa equipe foi recebida nas dependências da antiga Santa Casa de Misericórdia, hoje sob gestão do Governo do Estado, passou a se chamar Hospital Estadual Santa Casa.

Após a reinauguração do hospital, que em tempo recorde foi completamente reformado e reestruturado para atender a demanda de alta complexidade de Mato Grosso, passou a ser referência dentre os hospitais administrados pelo Governo do Estado. De acordo com Figueiredo, um esforço muito grande foi desempenhado para que houvesse uma melhoria substancial na qualidade, não apenas das instalações físicas, mas também dos atendimentos prestados a população mato-grossense, isso fez com que a nova Santa Casa se transformasse no maior hospital de alta complexidade do Estado.

Gilberto Figueiredo realizou um pequeno balanço sobre os atendimentos realizados pelo Hospital Estadual Santa Casa em 2019, segundo o secretário, foram realizadas mais de mil cirurgias, além disso, além disso, mais de duzentos e vinte pacientes ocupam as vagas do hospital “nossa equipe está debruçada em cima de soluções para incrementar mais ainda as especialidades que são atendidas aqui”, afirmou o secretário.

Para aumentar a capacidade nos atendimentos e trazer mais especialidades para a unidade, um edital para a contratação de profissionais para atuarem na área de cirurgia pediátrica neurológica já foi lançado. “É uma necessidade que nós ainda temos no Estado, uma demanda que não está suprida pelos hospitais do governo, mas em breve está será também mais uma das especialidades atendidas aqui no Hospital Estadual Santa Casa” disse.

Ao ser questionado sobre a questão salarial dos funcionários da antiga Santa Casa, Figueiredo fez questão de lembrar que graças as medidas tomadas pelo Governo do Estado foi possível sanar o problema de quase todos os funcionários que estavam a seis meses sem receber salários, lembrou também, que foram pagos trinta meses adiantados o que possibilitou a quitação dos salários. “Com esta iniciativa, o Governo buscou preencher uma lacuna que o Governo tinha no atendimento na alta complexidade, mas também ajudou a resolver o problema daqueles quase seiscentos funcionários que atuavam neste hospital e estavam a muito tempo sem receber” disse.

Segundo o secretário, cerca de cinquenta e três por cento dos pacientes do hospital vem do interior, isso, segundo ele, demonstra a capilaridade que as que possuem as atividades desenvolvidas pelo hospital. Para reduzir a enorme fila que o Estado possuía, principalmente na realização de cirurgias, foram realizados “mutirões” que proporcionaram que aqueles que esperavam a anos por uma cirurgia pudessem fazê-la. “Nossa equipe já está debruçada no planejamento de um amplo programa para cirurgias eletivas, até o final deste mês o Governo do Estado deve custear, nós vamos investir um valor robusto para simplesmente atuar de forma mais enérgica na redução desta fila que existe na regulação, em especial naquelas cirurgias e procedimentos de alta complexidade.” Destacou.

OBRAS DO HOSPITAL CENTRAL

No mês passado, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), anunciou a retomada das obras do Hospital Central que estavam paralisadas a décadas, sobre o assunto, o secretário ressaltou, que ao contrário do que muitos achavam, de que a gestão de Mendes estava apenas administrando as dívidas do Estado, na verdade as equipes técnicas estavam debruçadas para buscar as soluções necessárias na área da saúde. “Desde março deste ano, nossa equipe esteve desenvolvendo os projetos daquele que será o maior e mais moderno hospital de alta complexidade sob gestão do Governo do Estado. No mesmo local onde se iniciou, a trinta e quatro anos atrás e não foi finalizada, nós vamos aproveitar nove mil metros quadrados da área que já foi construída para adicionar vinte e três mil metros para ali sair o Hospital Central de Alta Complexidade do Estado”, disse.

Afirmou ainda que os projetos do Hospital Central já foram finalizados e estão em fase de adequação e que a pretensão é de lançar a licitação já no mês de janeiro de 2020, de acordo com o secretário, a expectativa é de que até no mês de abril a fase licitatória da obra já seja concluída, “Nos já finalizamos os projetos, eles estão em faze, vamos dizer, de lapidação, de procura de algum detalhe que precise corrigir. Nós pretendemos lançar a licitação no próximo mês de janeiro e imaginamos que até o mês de abril essa licitação chegue ao seu final e tenhamos um vencedor, depois de assinado o contrato são vinte e quatro meses para a construção desse hospital.” Afirmou.

HOSPITAL JULIO MULLER

Já em relação ao Hospital Julio Muller, que é de responsabilidade da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Gilberto Figueiredo  afirmou que o governo do Estado através da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), irá lançar um edital de licitação para a contratação de uma empresa no Regime Diferenciado de Contratação (RDC) que ficará incumbida de realizar a reformulação do projeto existente para o hospital que está a seis anos com as obras paralisadas. “Assim que o Governo do Estado tiver uma empresa já contratada as obras do hospital serão retomadas, pois é importante para todo o Estado de Mato Grosso.” Afirmou.

Ressaltou ainda, que com a atuação do Hospital Julio Muller em conjunto com os demais hospitais administrados pelo Estado irá suprir as necessidades existentes, principalmente em relação a leitos e de centros cirúrgicos.

Foto: Internet

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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