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PJC e MPE cumprem 25 mandados por fraudes na gestão florestal

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Da Redação

A Polícia Judiciária Civil (PJC) juntamente com o Ministério Público Estadual (MPE) deflagraram na manhã desta segunda-feira (16) a sexta fase da Operação Polygonum, onde irá cumprir 12 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão contra engenheiros florestais, empresários e servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA).

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Sinop (375 km de Cuiabá), Paranatinga (200 km de Cuiabá) e Cuiabá. A maioria dos mandados são na capital mato-grossense.

De acordo com as informações, 10 fazendas são alvo da operação onde foram encontradas irregularidades e fraudes na gestão florestal, visando a supressão da vegetação nativa, diminuindo assim, a área destinada a Reserva Legal.

Os mandados foram expedidos pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da Vara Especializada do Crime Organizado. De acordo com a investigação, servidores públicos, engenheiros florestais e fazendeiros praticavam fraudes no intuito de diminuir as áreas de Reserva Legal ao classificar a tipologia da área florestada das propriedades rurais de áreas de floresta para cerrado, a ação esta em desacordo com a lei.

Vários relatórios de tipologia foram elaborados por engenheiros contendo informações falsas em relação as propriedades rurais, os relatórios eram encaminhados para a Sema que após a ação de alguns servidores aprovavam o laudo sem constatar a veracidade.

Após a chegada dos laudos na secretaria, os servidores responsáveis pela fiscalização iam até as propriedades rurais e validavam as informações falsas, o que dava aval para os fazendeiros executarem o desmate da área de Reserva Legal.

Até o momento não foi realizado um balanço sobre os mandados que ainda estão sendo expedidos.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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