Mato Grosso
GCCO divulga nomes de envolvidos em furto mediante explosão de caixas eletrônicos; 17 foram presos até o momento
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Judiciária Civil (PJC) através da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) já prenderam 17 pessoas acusadas de envolvimento em furtos mediante explosão em caixas eletrônicos.
Número de presos suspeitos de participação em explosão de caixa eletrônico sobe para 12; um menor foi apreendido (Veja Fotos)
No sábado (31) os policiais prenderam cinco pessoas em Várzea Grande acusadas de envolvimento nas ações, já nesta quarta-feira (03) a polícia prendeu outros 12 envolvidos, estes foram presos em Cuiabá. Com o bando foram encontrados mais de R$ 100 mil em cédulas que estavam sendo lavadas com whisky para retirar as manchas avermelhadas da tinta antifurto, estas cédulas foram furtadas em uma ação que aconteceu em uma agência bancária do Banco do Brasil na última segunda-feira (02), no bairro CPA II, em Cuiabá.
A delegada responsável pela investigação, Juliana Chiquito Palhares, afirmou que há fortes indícios da participação do grupo em outras ações do mesmo tipo em todo o Estado, já que em 30 dias já foram registradas pelo menos 9 ocorrência de furto mediante explosão de caixas eletrônicos. O objetivo agora é chegar até o fornecedor dos explosivos que foram utilizados nas ações.
GCCO recupera R$ 63 mil reais furtados em agência bancária; seis foram presos e um menor apreendido
A delegada afirmou ainda que ainda não foi possível identificar qual seria a destinação do dinheiro e nem se os suspeitos possuem alguma ligação com facções criminosas.
Até o momento foram presos Maxwell Nogueira Silva, 22 anos, Luan Reis do Nascimento, 21 anos, Leonardo Souza Novais de Alencar, 22 anos, Deykso da Silva Brito, 38 anos, André Felipe Alves Mendes, 18 anos, Erik Felipe da Silva Almeida, 29 anos, Artur Antunes Pires Ferreira, 29 anos, Magnum Francisco de Almeida, 37 anos, Nilton de Oliveira da Silva Junior, 24 anos, Douglas Fonseca Sampaio, 26 anos e Lucas de Souza Ferreira, 22 anos. Além da prisão dos maiores ainda foi apreendido um menor identificado como M.V.A.N., 16 anos, outros cinco tiveram os nomes mantidos em sigilo para não prejudicar as investigações.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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