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Inscrições abertas para fase estadual dos esportes individuais nos Jogos Escolares

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Da Assessoria

Em breve será a vez dos estudantes que praticam esportes individuais disputarem os títulos de campeões estaduais nos Jogos Escolares da Juventude em Mato Grosso. A fase estadual das modalidades individuais na competição escolar está com inscrições abertas até o dia 10 de setembro.

A etapa estadual das modalidades esportivas individuais acontecerá em Várzea Grande, de 03 a 06 de outubro, e incluirá o atletismo, badminton, ciclismo, ginástica rítmica, judô, luta olímpica, natação, tênis de mesa, vôlei de praia e xadrez.

A inscrição deve ser feita pelo município em formulário específico contendo dados do aluno-atleta, como nome completo, data de nascimento, modalidade de disputa e escola em que está matriculado. 

Os formulários para inscrição estão disponíveis no site www.esportes.mt.gov.br. Para inscrever seus alunos-atletas, cada município deve preencher e enviar o ofício de confirmação, o mapa quantitativo da delegação e a ficha de inscrição ao e-mail  desportoescolar@secel.mt.gov.br

Cada modalidade tem o limite máximo de participantes nessa fase estadual dos Jogos Escolares em Mato Grosso. O atletismo é a modalidade que dispõe de maior número de vagas (600 no total e 13 por município), por incluir mais de vinte provas diferentes, como corridas de 75 a 3 mil metros, corridas com barreira, salto em altura, lançamento de disco, dentre outras. Com 30 vagas no total, ginástica rítmica é a modalidade com menor número de vagas. 

Assim como na competição escolar das modalidades coletivas, os estudantes são divididos nas categorias A e B, de acordo com a data de nascimento. Na categoria B competem estudantes com idade entre 12 e 14 anos. Já os jovens de 15 e 17 anos concorrem na categoria A.

Realizados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), os Jogos Escolares definem as escolas campeãs que representarão Mato Grosso nas fases nacionais organizadas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Recentemente foram definidas as equipes campeãs mato-grossenses das modalidades coletivas de futsal, vôlei, handebol e basquete. Foto: Gaspar Nobrega

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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