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Campo Novo do Parecis: Quadrilha que usava menores para traficar drogas é desarticulada

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Da Redação

Uma quadrilha que utilizava menores de idade para fazer o comércio de drogas na cidade de Campo Novo do Parecis (404 km de Cuiabá) foi desarticulada após uma ação conjunta da Polícia Militar e Civil, a operação foi realizada na manhã da última segunda-feira (26).

No total, cinco imóveis foram revistados por policiais, os locais foram revistados ao mesmo tempo para evitar fuga de suspeitos, no total seis pessoas foram presas, além disso, drogas e armas foram apreendidas pelos policiais.

Foram apreendidos 4 celulares, R$ 7.897,40 em dinheiro, 1 revólver calibre 38 com seis munições intactas, embalagens para embrulhar drogas, documentos utilizados pelos suspeitos. No momento que um dos suspeitos foi abordado ele estava segurando o revólver calibre 38, porém o mesmo obedeceu a ordem dos policiais e largou a arma.

Quando os policiais chegaram na casa do chefão da organização às 06 da manhã desta segunda-feira (26), tiveram que utilizar um alicate para cortar os fios da cerca elétrica e arrombar a porta da frente. No momento da abordagem, o suspeito segurava um revólver calibre 38, e foi dado voz de prisão.

“Há 60 dias que nós vinhamos monitorando todas essas pessoas que utilizavam os menores para buscar a droga em outras cidades como Cuiabá. Com ajuda de interceptações telefônicas autorizadas pela justiça e Ministério Público, hoje tiramos essas pessoas de circulação. São 8 pessoas e um homem está foragido. A polícia de Cuiabá cumpre hoje também um mandado de prisão contra uma suspeita de lá que forneceria informações e drogas para o restante da quadrilha em Campo Novo do Parecis”, explicou o delegado de Polícia Civil, Herbert Yuri Figueiredo.

O delegado ainda agradeceu o apoio da Polícia Militar nesta operação. “Quero agradecer em público o apoio da Polícia Militar em ter nos ajudado a prender essas seis pessoas ao mesmo tempo, para que elas não empreendessem fuga”.

Todos serão investigados por associação ao tráfico de entorpecentes.

“A operação foi resultado de meses de investigações e reuniu diversos elementos que apontaram os presos como participantes da organização, e agora por último, chegamos a eles devido a droga estar acabando na região e a organização estaria planejando trazer mais drogas para Campo Novo”, finalizou o delegado.

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Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia

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A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação de vulnerabilidade em Primavera do Leste, além da fixação de alimentos provisórios a serem pagos pelo genitor. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível do município após atuação da 2ª Promotoria de Justiça Cível.O caso chegou ao Judiciário após acompanhamento realizado pela rede de proteção, que identificou sucessivas situações de risco envolvendo as crianças. Conforme os relatórios encaminhados aos autos, os menores estavam sob os cuidados da avó paterna, pessoa idosa que não reunia condições físicas e cognitivas adequadas para garantir a assistência necessária, enquanto o pai não aderiu aos acompanhamentos psicológico e psicossocial indicados pelos órgãos responsáveis e apresentava participação limitada nos cuidados dos filhos.Diante do agravamento do quadro e do insucesso das medidas extrajudiciais adotadas, o MPMT ingressou com pedido de medida protetiva visando assegurar os direitos fundamentais das crianças. Na ação, o Ministério Público destacou a persistência da situação de vulnerabilidade, as dificuldades de acompanhamento escolar, psicológico e de saúde, além da inexistência, naquele momento, de familiares aptos a assumir a guarda.A Justiça reconheceu a situação de risco decorrente da omissão parental e deferiu a medida protetiva de acolhimento institucional, considerada excepcional e provisória, com o objetivo de garantir a proteção integral dos irmãos até que seja avaliada a possibilidade de reintegração familiar ou outra medida adequada.Além do acolhimento, a decisão fixou alimentos provisórios em favor das crianças no valor correspondente a 60% do salário mínimo vigente, a serem pagos de forma rateada entre os genitores. O magistrado ressaltou que o acolhimento institucional não afasta o dever legal de sustento dos filhos, obrigação inerente ao poder familiar e prevista na legislação brasileira.Para o promotor de Justiça Matheus Pavão de Oliveira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste, a medida reforça a prioridade absoluta conferida à proteção de crianças e adolescentes. “Quando todas as alternativas de proteção e fortalecimento familiar se mostram insuficientes para cessar uma situação de risco, o acolhimento institucional pode se tornar necessário para garantir a integridade e o desenvolvimento da criança”, destacou.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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