Esporte
Na bronca, Felipão cita ‘dificuldades para entender’ o VAR
Esporte
Da Redação
O gol que deu o empate por 1 a 1 ao Grêmio na partida contra o Palmeiras deixou o técnico Luiz Felipe Scolari na bronca com a arbitragem. A principal reclamação é o lateral seria para o time alviverde na jogada que originou a finalização de David Braz. Em um lance difícil, o gremista Pepê foi o último a tocar na bola.
Felipão reclamou e recebeu o único cartão amarelo do jogo. Em entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 em Porto Alegre, o treinador citou “dificuldades para entender” o uso do árbitro de vídeo. O Palmeiras ainda teve um gol de Hyoran anulado, porque Borja estava em impedimento no início da jogada.
“Nós não temos um sentimento contra o Grêmio. Temos dificuldades para entender alguma coisa ou outra do VAR. Mas está aí. As imagens vão ser passadas, o Gaciba (chefe de arbitragem da CBF) vai dizer que está certo ou errado, mas não vai modificar nada. O lance é polêmico, achamos que o lateral era para nós. Achamos que no lance do gol não tinha impedimento. Mas como vamos ver aqui do banco? Quem está lá em cima tem mais condições. Eles decidem”, afirmou Felipão.
“Não falo sobre o VAR. Não adianta perguntar. Se eu falar alguma coisa, o mundo explode. Pergunte para os outros. Eu tenho minha opinião e guardo para mim. Se as pessoas que dirigem o futebol entendem que precisa, vou trabalhar com ele. Tem pessoas acima de mim que entendem, estudam, são melhores nesse quesito que eu. Não posso falar”, acrescentou o treinador.
Além de falar sobre a arbitragem, Felipão elogiou a atuação do Palmeiras na Arena do Grêmio. A equipe saiu na frente aos 13 minutos de jogo, com gol de Dudu, mas sofreu o empate aos 42 da etapa final, quando David Braz arriscou de muito longe e acertou o ângulo.
“Jogo bem equilibrado, com duas formas de diferentes de se jogar. Acho que foi um resultado normal para as duas equipes. Gostei da minha equipe, dos contra-ataques e da forma que trabalhou”, disse Felipão.
“O time está bem. Pode não ter conseguindo o resultado. Lances como o de hoje, do zagueiro batendo na bola daquela forma… São lances que vêm acontecendo, vamos assimilando esses lances e jogando. Estou contente, mas não com os resultados”, completou o técnico.
Palmeiras e Grêmio voltam a se enfrentar nesta terça-feira, novamente em Porto Alegre, pela ida das quartas de final da Libertadores da América. Depois, no 27, as equipes disputam o confronto de volta no Pacaembu.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,na-bronca-felipao-cita-dificuldades-para-entender-o-var,70002972238
Foto: Alex Silva/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política7 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política7 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Cidades6 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política7 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades7 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política7 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login