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Thiago Silva elogia Messi antes de semifinal: ‘Melhor jogador que eu vi’

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Zagueiro do Brasil diz ser um privilégio e uma preocupação ter de enfrentar o argentino na terça

 

Da Redação

O zagueiro Thiago Silva, da seleção brasileira, revelou neste sábado ter uma preocupação especial para a semifinal da Copa América, contra a Argentina, na próxima terça-feira, no Mineirão. O defensor disse em entrevista coletiva que é ao mesmo tempo um privilégio e um temor enfrentar Lionel Messi, pois considera o craque argentino do Barcelona o melhor jogador que já viu jogar.

Após já ter encontrado Messi em diversos encontros entre Brasil e Argentina e também em partidas da Liga dos Campeões, o defensor do Paris Saint-Germain disse estar convencido da qualidade e do talento de Messi serem acima do normal. “Sempre é muito difícil enfrentá-lo. Por mais que você estude, nunca vai entender a qualidade que ele tem e a diferença que pode fazer. Você acha que ele vai fazer uma coisa, mas ele tira outra da cartola”, comentou.

Thiago Silva afirmou ser muito difícil se preparar para enfrentar Messi, pois um defensor como ele precisa estudar as diversas possibilidades de dribles e jogadas possíveis dentro do repertório do argentino. “Para mim é o maior jogador que vi jogar. É um privilégio poder jogar contra ele. Eu não vi Pelé, Zico ou Maradona, mas Messi é diferente de todos os outros que vi”, analisou.

Para o zagueiro brasileiro, a equipe deve estar bastante concentrada para enfrentar a Argentina, principalmente para evitar a chegada da bola até Messi. O defensor contou que apesar de não ter sofrido gols nesta Copa América, o Brasil precisa aumentar a solidez defensiva e marcar a saída de bola com o auxílio dos atacantes, para não permitir o time adversário trocar passes com tranquilidade.

O experiente zagueiro garantiu não ter trauma de voltar ao Mineirão para uma semifinal. Em 2014, pela Copa do Mundo, o Brasil perdeu para a Alemanha por 7 a 1 e perdeu vaga na decisão. Thiago Silva não atuou naquela partida por estar suspenso, mas descartou considerar a derrota como um fator para atrair medo ou azar para o jogo da próxima terça-feira.

“Ninguém aqui tem amnésia e esqueceu o que aconteceu. Mas na vida é assim, não pode ficar pensando só nas coisas ruins”, disse Thiago Silva. O defensor citou, por exemplo, que na última vinda da seleção brasileira para Belo Horizonte, a equipe derrotou a Argentina por 3 a 0 no Mineirão. “Foi um jogo muito positivo da nossa parte. Não podemos só ficar pensando no que é negativo”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo /  https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,thiago-silva-elogia-messi-antes-de-semifinal-melhor-jogador-que-eu-vi,70002896100

Foto: Alex Silva/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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