Mato Grosso
Ação preventiva do meio ambiente: Espinhel de 200 metros é retirado da praia da Vereda em Santo Antônio
Mato Grosso
Da Redação
Em uma ação preventiva, os fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente retiraram do rio um espinhel que aparentava ter mais de 200 metros de comprimento, na região da praia da Vereda no município de Santo Antônio do Leverger (34 quilômetros de Cuiabá).
As ações são realizadas nas últimas semanas pela equipe de Fiscalização de Fauna da Sema, para prevenir a pescada predatória, retirando dos rios equipamentos como: cervas fixas, armadilhas ilegais, redes, espinheis, boias e tarrafas que poluem o rio. Além disso, as equipes libertam peixes presos nas armadilhas.
“A Sema está fazendo um trabalho intenso de retirada de armadilhas e lixos que se encontram nos rios Cuiabá e Manso, visando mantê-los limpos e possibilitar a reprodução dos peixes. É importante a participação da comunidade ribeirinha e pescadores, sejam eles profissionais ou amadores, de contribuir com a limpeza dos rios, esse grande patrimônio que possuímos”, destaca o coordenador de Fiscalização de Fauna da Sema, Jean Holz.
Esse trabalho preventivo, que retira materiais irregulares dos rios, possibilita a subida dos peixes, diminuindo a pressão de pesca predatória.
Denúncias
A pesca depredatória e outros crimes ambientais podem ser denunciadas por meio da Ouvidoria Setorial da Sema: 0800-65-3838; no site da Sema (www.sema.mt.gov.br), por meio de formulário; ou ainda nas unidades regionais do órgão ambiental.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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