Mato Grosso
Wilson Santos: Assembleia deve fechar acordo para devolver R$ 80 milhões ao Governo
Mato Grosso
Da Redação
Segundo Wilson Santos, o acordo deve ser firmado ainda neste mês entre a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado para devolução, por parte do Parlamento, de aproximadamente R$ 80 milhões, que serão investidos nos setores de cultura e pavimentação urbana.
O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que está afastado do comando da Secretaria de Estado de Cidades (Secid) desde o último dia 12, mas planeja retornar ao cargo na próxima semana.
“O entendimento é para que, neste ano e no ano que vem, a Assembleia e o Governo invistam, cada um, entre R$ 70 milhões e R$ 80 milhões na pavimentação urbana e cultura. O acordo está em construção. Existe uma equipe com representantes da Assembleia, da Casa Civil, da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Cidades trabalhando nisso”, disse.
Ainda de acordo com o deputado, do total estimado de R$ 160 milhões em investimentos, 20% devem ser destinados a projetos relacionados à cultura e 80% a projetos de pavimentação de vias urbanas.
A elaboração dos projetos ficará por conta dos municípios. Já a divisão dos recursos estará sob a responsabilidade dos deputados. “Cada deputado deve ter o direito de indicar de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões desse total”, disse.
A intenção da Assembleia em devolver aproximadamente R$ 80 milhões ao Executivo já tinha sido anunciada pelo presidente, o deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), em março.
Na ocasião o presidente ressaltou que a medida era fruto de entendimento entre todos os deputados, que passariam a economizar nos gastos com combustível e material gráfico, por exemplo.
A ressalva deixou implícita uma reivindicação expressa dos parlamentares: que eles possam participar efetivamente na destinação do recurso que será devolvido ao Poder Executivo para investimento nos municípios.
Já sobre o pagamento das emendas parlamentares, que, segundo Botelho, estão atrasadas em quase R$ 130 milhões, Wilson afirmou que, na Secretaria de Cidades, os pagamentos estão “razoavelmente atualizados”.
“Nesta semana fizemos o pagamento de R$ 8,5 milhões. Ainda falta R$ 1,5 milhão que não pode ser pago porque os municípios tiveram problemas com as certidões ou com projetos que não foram aprovados. No total, o governador liberou R$ 10 milhões”, disse Wilson.
Wilson também garante que o pagamento das emendas tem sido feito sem distinções entre os deputados que as indicaram.
“Pagamos sem discriminação de quem é oposição. Todo mundo recebeu. Zeca Viana, Janaína Riva, Silvano Amaral. Todos”, enfatizou.
Mato Grosso
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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