Mato Grosso
Assistência Social realizou 170 mil atendimentos no ano de 2018
Mato Grosso
Da Redação
A secretaria de Assistência Social de Várzea Grande encerrou o ano de 2018 contabilizando mais de 170 mil atendimentos socioassistenciais. Essas ações atingiram os níveis de preservação de direitos e de proteção especial, chegando a jovens, mulheres, idosos e crianças em estado de vulnerabilidade. Mais que assegurar direitos, os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano possibilitaram empoderamento, crescimento e resgate de autoestima a todas as pessoas beneficiadas, como pontua a secretária de Assistência Social, Flávia Lannes.
Serviços básicos como inclusão no Cadastro Único, validação e inserção de famílias no Bolsa Família e a busca ativa para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – destinado a idosos que não recebem aposentadoria e ou às famílias carentes com membros deficientes – são rotina na Pasta. Somente no ano passado, mais de 13 mil famílias foram incluídas no Cadastro Único e mais de 9.313 fecharam 2018 beneficiadas pelo BPC.
“Esse atendimento é nossa rotina, fazemos buscas ativas, participamos de mutirões para ampliar o acesso aos programas federais. Mas o que mais nos motiva e nos mostra que estamos no caminho certo, caminho da promoção social, pessoal e coletiva de pessoas carentes, são os resultados que aferimos na ponta, a partir da oferta dos programas municipais, como Juventude Ativa, Amigas Empreendedoras, Laços Maternos, Caderno 2 e os serviços de fortalecimento de vínculos, que resgatam valores, famílias e motivam as pessoas. Modificam a realidade”, avaliou a secretária.
Como explicou a secretária, mais de 80 grupos estão formados no Município para atender públicos específicos como jovens, crianças, gestantes e mulheres. “Temos hoje em Várzea Grande mais que metas superadas, temos famílias protegidas e amparadas. Esse é o resultado que a atual gestão busca. Os programas municipais têm como objetivo impactar positivamente, transformando realidades”.
Entre os mais procurados estão o ‘Amigas Empreendedoras’, que em 2018, ofertou cursos semi-profissionalizantes a 3.123 mulheres de bairros localizados em todas as regiões da cidade. Outras 1.566 crianças, adolescentes e idosos foram acolhidos pelo ‘Juventude Ativa’, ‘Caderno 2’ e pelos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
O ‘Juventude Ativa’ completou em 2018 a sua 7ª edição contabilizando 3.500 mil jovens assistidos. Por meio do projeto há a promoção constante da qualidade de vida deste segmento que, normalmente, encontra-se em algum tipo de situação de vulnerabilidade social. O resgate vem da participação ativa em apresentações culturais e artísticas, das seis oficinas – grafitagem, pintura em tela, música, esporte, teatro e dança.
O Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é um serviço da Proteção Social Básica do SUAS que é ofertado de forma complementar ao trabalho social com famílias realizado por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF) e do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI).
Desde a implantação do ‘Amigas Empreendedoras’ em 2015, cerca de 10 mil mulheres receberam certificação de formação em habilidades em diversas áreas, com destaque aos cursos de cabeleireiro, artesanato, bordado em chinelo, crochê, oficina de artes, bordados diversos, culinária, corte costura e pintura em tecido, além de capacitação de empreendedorismo e plano de negócios.
Na outra ponta do atendimento, saindo da rede de proteção básica, a secretária Flávia Omar destacou os atendimentos da proteção especial, quando há a violação dos direitos. “Aqui, entram atendimentos realizados nas casas de amparo às mulheres e às crianças, que em 2018 totalizaram 116, e os atendimentos nas casas de acolhimento à crianças e à adolescentes, somando outros 206”.
Fora isso, há uma preocupação constante em relação aos moradores de ruas, acolhidos por meio do Centro POP, via Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O Centro POP atendeu mais de 1.100 pessoas de forma espontânea, ou seja, por livre demanda de quem está em situação de risco. Outras 418 pessoas, todas adolescentes, passaram para os serviços de proteção social especial em cumprimento de medidas.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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