Mato Grosso
Associação criminosa que atuava em roubos a residência na região metropolitana é presa pela Polícia Civil
Mato Grosso
Da Redação
Investigada em pelo menos 20 roubos na Baixada Cuiabana e interior, uma associação criminosa foi desarticulada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Várzea Grande (DERF-VG), da Polícia Judiciária Civil.
A prisão em flagrante dos criminosos aconteceu na tarde de sábado (07), nos bairros Água Vermelha e José Carlos Guimarães, ambos em Várzea Grande.
No primeiro endereço estavam quatro integrantes da quadrilha. Com eles foram encontrados objetos provenientes de roubo/furto, tais como aparelhos eletrônicos, joias, violão, saxofone, celulares, porções de maconha e comprimidos de ecstasy, balança de precisao e rádios comunicaadores. O líder da associação foi preso no bairro José Carlos Guimarães.
Durante os trabalhos investigativos dois automóveis foram apreendidos, um HR-V e uma caminhonete S-10, roubados em assalto ocorrido no bairro Quilombo em Cuiabá, no dia 04.04. Os veículos estavam em um galpão abandonado no bairro Nova Várzea Grande. Também foram apreendidas munições de 9mm, e de calibre .40 e .38.
Foram presos os suspeitos Rian da Silva Arruda (apontado como líder da quadrillha), 28, Jefferson Ferreira Leite, 25, Victor Hugo Araujo Andrade, 19, Renato Rodrigo Souza Simi, 27, e Ubiratan dos Reis Costa, 20.
O grupo foi autuado pelos crimes de associação criminosa, receptação, tráfico de drogas, associação ao tráfico, posse irregular de arma de fogo de uso permitido, posse ilegal de munições de uso restrito e corrupção de menores (na casa diligenciada havia dois adolescentes no momento da ação policial).
No celular do líder da quadrilha foram encontradas diversas fotos de veículos, com registro de roubo/furto, além de imagens de armas de fogo e mensagens em que o criminoso oferecia veículos e objetos roubados. As investigações também apontaram que o grupo fornecia armas mediante “aluguel” a outros criminosos.
Restou apurado que Rian utilizava radio comunicador para copiar frequência utilizada pela Polícia Militar, a fim de monitorar a direção das diligências e avisar os comparsas,
Após condução à delegacia, oss suspeitos Rian, Jefferson e Vitor Hugo foram rapidamente reconhecidos também pela vítima de um roubo ocorrido em 01 de abril, onde a quadrilha levou R$ 5 mil em espécie, além de itens de valor, e ainda agrediu fisicamente os moradores.
Periculosidade – A delegada da Polícia Civil, Elaine Fernandes da Silva, representou pela conversão das prisões em flagrante por prisão preventiva, fundamentada na manutenção da ordem pública, pela periculosidade dos investigados. “Rian já possui duas condenações por roubo, as penas unificadas ultrapassam 15 anos de reclusão, e ainda assim o autuado não demonstra que pretende parar de praticar os crimes”.
Os suspeitos Jefferson e Renato também respondem a processos criminais anteriores por receptação e tentativa de roubo, respectivamente.
Além disso, os autuados planejavam a prática de um roubo na madrugada de sábado para domingo e caso não tivessem sido presos, certamente uma família sofreria a violência”, destaca a delegada.
A prisão dos envolvidos foi realizada pelos investigadores da Derf/VG: Fábio Teles, Leonardo Nogueira, Marcio Tobias, Emerson Branchier e Paulo Matsuoka, com apoio da Guarda Municipal de Várzea Grande. Os procedimentos foram encaminhados à Gerência de Monitoramento e Custódia de Várzea Grande. Os presos seguem nesta segunda-feira (09) para a Penitenciária Central do Estado (PCE).
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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