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Deputado Dr. João não vê o MDB apoiando Emanuel na disputa eleitoral em 2022

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Da Redação.

Mesmo elogiando a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por Cuiabá, o deputado estadual, Dr. João (MDB) confirmou que a sigla tem outros planos, referente ao nome ou composição para a disputa do Palácio Paiaguás, em 2022.

“Eu não tenho o que falar da gestão Emanuel Pinheiro, pelo contrário, temos que ser justo, ele tem trabalhado bastantes, colaborando de forma efetiva para o desenvolvimento de Cuiabá”, ressaltou Dr. João.

Porém, o deputado deixou bem claro, que gestão é uma coisa, e política em campanha eleitoral, é outro assunto.

Foto: Prefeitura CBA

Como as tendências de movimentação da sigla (MDB), seguem o mesmo caminho da última eleição, quando Emanuel Pinheiro disputou a Prefeitura de Cuiabá, e venceu as eleições, sem o apoio das maiores lideranças do partido, para o próximo pleito, se o prefeito permanecer no mesmo partido, pelo que tudo indica, o cenário não sofrerá grandes alterações.

Assim como o deputado estadual, Dr. João, eleito pela região de Tangará da Serra, outras lideranças do mesmo partido, como a deputada estadual Janaina Riva e o deputado federal, Carlos Bezerra já demonstraram seguir caminhos, adversos a uma possível candidatura de Emanuel Pinheiro, na disputa pelo Governo do Estado.

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Mesmo fazendo um trabalho em Cuiabá, que é elogiado por muitas pessoas, isso não está credenciando Emanuel Pinheiro para ter a maioria das lideranças, apoiando o seu nome, em uma eventual disputa pelo Paiaguás, pelo contrário, as informações de bastidores, apontam que todas as atividades que estão sendo realizadas, é para garantir a reeleição do deputado federal, Emanuelzinho Pinheiro, permanecendo assim, pai e filho exercendo cargo público.

O racha no partido é mais que uma evidência, mas com a aproximação de uma outra disputa eleitoral, envolvendo cargos para deputados estadual e federal, senadores e presidente, resta saber qual será a decisão da maioria, “consertar a velha estrada ou seguir novos caminhos”?

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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