Mato Grosso
Indicação de Max Russi, Infovia Digital poderá ser alicerce para implantação da tecnologia 5G em MT
Mato Grosso
Presidente da Assembleia Legislativa sugeriu implementar uma rede de fibra óptica interligando os 141 municípios do estado. A ideia é que os investimentos sejam feitos através de parceria público-privada
Da Redação
Tramita na Assembleia Legislativa a indicação nº 2290/2021, que pede a implementação de uma rede de fibra óptica interligando os 141 municípios do estado. A Infovia Digital é uma proposta do presidente da Casa de Leis, deputado Max Russi (PSB), e poderá ser o alicerce para a futura implantação da tecnologia 5G (de acesso à internet) nas comunidades rurais de Mato Grosso.
Max Russi explica que Infovia Digital se trata de um projeto com altíssimo impacto social e ambiental, atualizado em relação aos serviços tradicionais de comunicação de dados oferecidos recentemente. A ideia é que os investimentos sejam feitos através de parceria público-privada.
“Esse é um projeto que possibilita, na prática, a viabilização da modernização da gestão pública de Mato Grosso, através da implantação de infraestrutura de rede de conectividade digital em alta velocidade, escalável, gerenciável, com segurança e disponibilidade, para o uso dos órgãos da administração estadual. Isso contribui para o conciliar com diversos tipos de atendimentos, como serviços de telemedicina, tele-educação e tele-segurança ”, justificou.
Internet 5G
Max Russi se reuniu, no início da semana, com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, em Brasília, e fez o pedido para que o estado seja priorizado na primeira leva de implantação da tecnologia 5G de acesso à internet nas comunidades rurais. O encontro também contou com a participação da deputada Janaína Riva (MDB), do prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (PDT), do vice-prefeito de Campo Novo dos Pareceis, Antônio César (PSL) e do senador Wellington Fagundes (PL), que assegurou buscar aporte financeiro, via Senado Federal, para que a proposta seja consolidada.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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