Mato Grosso
Desenvolve MT: ALMT aprova fundo para ajudar pequenos empreendedores
Mato Grosso
Projeto de lei segue para sanção do governador. Ele acrescenta dispositivo à Lei nº 11.241/20, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração do orçamento
Da Redação
O primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), fez ampla defesa e o plenário aprovou, em segunda votação, na quarta-feira (19), a destinação de 10% do excesso da arrecadação estadual para a Agência de Fomento do Estado – Desenvolve MT, para constituição de Fundo de Aval para Apoio das Atividades Econômicas Impactadas pela Pandemia.
Agora o projeto segue para a sanção do governador Mauro Mendes (DEM). Se aprovado, será vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, garantindo, assim, a permanência da atividade econômica dos micro e pequenos empreendedores que passam por dificuldades financeiras.
Dessa forma, o Projeto de Lei 273/21, de autoria de Botelho, com coautoria da deputada Janaina Riva (MDB), acrescenta dispositivo à Lei nº 11.241, de 04 de novembro de 2020, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária de 2021 e dá outras providências. E determina que 10% do total do excesso de arrecadação sejam destinados, ao fim de cada quadrimestre, para constituição desse fundo de aval, priorizando as seguintes atividades: microempresas e microempreendedores individuais; agropecuária familiar; pequenas empresas do ramo industrial e atividades da economia solidária.
Durante a votação, Botelho esclareceu a importância da iniciativa para ajudar os pequenos empreendedores duramente castigados pela crise econômica. Ressaltou que o projeto, ajudará o governo a criar alternativas para que voltem a funcionar, gerando emprego e renda e, consequentemente, aquecendo, ainda mais, a arrecadação estadual, que, segundo Botelho, passa por uma fase positiva, com aumento vultoso, graças ao agronegócio.
“Agora, não é justo só um setor crescer, só o estado ter arrecadação, fazer obras, e não colocar dinheiro para atender os pequenos empresários. Propomos que parte desse excesso de arrecadação seja destinada para a Desenvolve MT, para criar um fundo de aval para aquecer o mercado”, destacou Botelho.
O parlamentar lembrou que essa é mais uma das inúmeras ações da ALMT, que criou a comissão Observatório Socioeconômico Social para verificar os gargalos provocados pela pandemia. Uma delas foi a disponibilização de linhas de crédito, por meio da Desenvolve MT, para as empresas, no valor de R$ 55 milhões, sendo que R$ 10 milhões foram destinados pela ALMT.
“Através do Observatório acompanhamos a situação que vêm passando o pequeno comerciante, o ambulante, pela situação financeira que ficaram em decorrência à pandemia. É preciso criar alternativas para que voltem a funcionar. Tem muita gente em dificuldade financeira. O estado tem por obrigação de dar assistência nesse momento”, defendeu Botelho.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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