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Mato Grosso fecha mês de abril com redução de 18% nos alertas de desmatamento

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Enquanto Mato Grosso acumula queda no desmatamento, a Amazônia Legal, presente em nove estados, aumentou em 43% os alertas de corte raso de vegetação

Da Redação

Como resultado dos investimentos no enfrentamento e prevenção ao crime ambiental do Governo de Mato Grosso, o estado fecha o mês de abril com uma redução de cerca de 18% nos alertas de desmatamento, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Mato Grosso também apresenta queda na média dos últimos nove meses, entre agosto de 2020 e abril de 2021, com redução de 29% nos alertas de desmatamento, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O mês de agosto é o início do ciclo de monitoramento oficial utilizado pelo órgão de meio ambiente.
Enquanto Mato Grosso apresenta uma redução do desmatamento, isoladamente, o bioma Amazônia, que está presente no território de nove estados, apresentou em abril uma alta de 43% no corte raso de vegetação. A maior floresta tropical do mundo atinge os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.

“Se excluirmos Mato Grosso dos dados, a Amazônia teria um aumento de 77% no mês de abril, o que significa que estamos contribuindo significativamente para a redução do desmatamento da Amazônia, com um percentual de redução que representa o dobro do geral do bioma. O fortalecimento do combate às ilicitudes ambientais é um pilar da política ambiental que contribui para este resultado positivo”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. 

O dado oficial é do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O valor representa o desmatamento total, incluindo o ilegal, e o com autorização ambiental, seguindo as regras do Código Florestal brasileiro.
Comparando os dados
Em abril de 2020 o corte raso de vegetação identificado pelo INPE chegou a 142 km², enquanto em abril deste ano, o valor foi de 117 km². Já no total acumulado no período dos últimos nove meses foi de 1267 km², enquanto no mesmo período do ano anterior, o desmatamento apurado foi de 899 km², registrando a queda de 29% no período.

Ilustração

Alertas de desmatamento de Mato Grosso entre agosto de 2020 e abril de 2021
Créditos: Ilustração
Já na Amazônia Legal o corte raso identificado por satélite foi de 562 km², e em comparação com os 393 km² de abril de 2020, apresentou alta de 43%. Nos últimos nove meses, o bioma apresentou uma redução de 14% nos alertas de desmatamento, enquanto Mato Grosso chega a 29% de redução, colaborando significativamente para a redução do desmatamento da Amazônia.

Ilustração

Alertas de desmatamento Amazônia entre agosto de 2020 e abril de 2021
Créditos: Ilustração
O DETER é um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia, feito pelo INPE. Foi desenvolvido como um sistema de alerta para dar suporte à fiscalização e controle de desmatamento e da degradação florestal realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e demais órgãos.
Política de tolerância zero
O Estado está investindo em 2021 cerca de R$73 milhões em ações de combate e prevenção ao desmatamento ilegal e incêndios florestais, o maior orçamento da história para etsa finalidade. Mato Grosso possui uma estrutura de monitoramento e fiscalização voltada para a prevenção e combate aos ilícitos ambientais, com o objetivo de zerar o desmatamento ilegal, e valorizar os que produzem de modo sustentável, com autorização ambiental.
O monitoramento preventivo identifica o desmatamento em tempo real, ainda no início, e permite que a ação ilegal seja interrompida. Esta é uma das ações do Estado que auxiliou a frear os índices de desmatamento. A Plataforma de Monitoramento com Imagens de Satélite Planet monitora todo o território mato-grossense com imagens de satélite, e gera alertas de alterações na cobertura vegetal. O serviço foi adquirido com recursos do Programa REDD+ For Early Movers (REM).
Outra medida para impedir a continuidade do crime ambiental é a determinação legal para a apreensão de equipamentos e maquinários utilizados no desmate ilegal, e condução dos responsáveis para a responsabilização.  
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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