Mato Grosso
No aniversário de Tangará da Serra, governador define construção de Hospital Regional
Mato Grosso
Mauro Mendes vistoriou a área na manhã desta quinta-feira (13.05); unidade terá 141 leitos de enfermaria e 40 UTIs
Da Redação
O governador Mauro Mendes definiu a construção do hospital regional no município de Tangará da Serra (244 km de Cuiabá). A população acompanhou a definição da área e comemorou.
O comerciante Ozeni Rocha destacou que a construção de um hospital na região era um sonho antigo dos moradores, não apenas de Tangará, mas das cidades próximas.
“Passamos muito tempo ouvindo apenas promessas. Faz 20 anos que moro em Tangará e já escuto promessa e agora esse sonho antigo vai se tornar realidade. Para todos nós da região será muito importante. Tenho certeza que agora vai sair do papel e será muito bom para Tangará”, afirmou o comerciante.
A definição ocorreu na manhã desta quinta-feira (13.05), data em que o município completa 45 anos, após Mauro Mendes vistoriar a área para construção, localizada próxima do bairro Alto Boa Vista com o Anel Viário.
“Escolhemos essa área, após olhar duas opções. A localização foi aprovada por todos, prefeito do município, prefeitos vizinhos, vereadores, deputados e senadores, todos aqueles que representam a sociedade de Tangará e da região, pois vai ser um hospital regional para atender essa grande demanda. A partir de agora vamos tocar os projetos definitivos e em breve daremos início à construção desta unidade que vai ser toda a região”, destacou o governador.
O deputado estadual Dr. João afirmou que o novo hospital regional em Tangará da Serra será muito importante para melhorar o atendimento de saúde para toda a população local e dos municípios do entorno.
“É um dia histórico para o município. A escolha do local do hospital vai beneficiar também todos os municípios da região. Em nome da população de Tangará, quero agradecer ao governador por nos dar como presente essa obra maravilhosa”, disse o parlamentar.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou que a obra seguirá o padrão de qualidade do Governo de Mato Grosso, para oferecer toda a estrutura necessária e garantir atendimento digno à população, bem como os equipamentos e qualidade de trabalho aos profissionais.
“Esse cuidado com a qualidade é uma prioridade da gestão Mauro Mendes e temos seguido à risca. O hospital será uma unidade moderna, com espaços que garantam o bom atendimento à população. Tangará da Serra pode ter certeza de que iremos nos empenhar ao máximo para entregar esse hospital o mais breve possível”, pontuou Gilberto.
Também acompanharam o ato os senadores Carlos Fávaro e Jayme Campos; os deputados federais Carlos Bezerra e Juarez Costa; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Dr. João, Elizeu Nascimento, Nininho, Romoaldo Jr., Paulo Araújo e Wilson Santos; o prefeito Vander Masson; os secretários de Estado, Rogério Gallo (Fazenda), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura) e Alan Porto (Educação); o presidente do MT Par, Wener Santos; o presidente da Famato, Normando Corral; e o ex-senador Cidinho Santos, além de lideranças do município.
O hospital


Divulgação Secom-MT
O hospital projetado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) contará com 141 leitos de enfermaria e 40 UTIs, entre adultas, pediátricas, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal, para atendimento na média e alta complexidade.
A unidade de Saúde também contará com 10 consultórios médicos, 2 consultórios para atendimento a gestantes, 6 salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia.
A previsão é que após a licitação e a definição da empresa que irá tocar a obra, o hospital seja entregue em até 24 meses.


Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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