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Pinheiro diz que novo viaduto “desafoga trânsito” e traz mais desenvolvimento à região

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Dentro de mais algum tempo, já será visível o impacto desenvolvimentista na região da Beira Rio em função do novo viaduto Murilo Domingos, prevê Emanuel Pinheiro

Da Redação

De agora em diante, a região da Avenida Beira Rio (Cuiabá) está inserida num ritmo gradualmente desenvolvimentista em relação a outras áreas da capital que não dispõem de escoamento rápido do trânsito: a inauguração do Viaduto Murilo Domingos – já considerado um dos maiores empreendimentos de mobilidade urbana da capital – vai impactar positivamente o entorno da área com fluxo de estabelecimentos comerciais e residenciais. Essa previsão é do prefeito Emanuel Pinheiro, que inaugurou a obra ontem (10) à noite. “Ou seja: o novo viaduto já empresta valorização repentina a um ponto antes pouco valorizado e considerado problemático por quantos ali trafegam diariamente. Os congestionamentos em diversos turnos tendem agora a se tornar lembrança incômoda”.

O viaduto recebeu o nome do ex-prefeito Murilo Domingos, de Várzea Grande, já falecido. “É uma homenagem que prestamos ao saudoso gestor várzea-grandense, cuja família tem raízes fecundas no município, além de forte prestígio político. Murilo foi também deputado federal, e nada mais justo do que ser eternizado na lembrança popular com uma obra de vulto”, enfatizou Pinheiro.

O prefeito comemorou assim mais essa obra, que, a seu ver, é de importância fundamental no contexto da cidade em buscar maior flexibilização do trânsito, paralelamente possibilitando valorizar a região onde está sediada.  “Toda obra de vulto traz reflexos positivos, é fato. Cuiabá, tenho dito, não para de crescer, e a mobilidade urbana é diretamente afetada pelo aumento expressivo de veículos nas ruas. Foi pensando nisso que projetamos a construção de dois viadutos estratégicos para minimizar esse problema, obras com recursos próprios da Municipalidade: o Viaduto Murilo Domingos, que inauguramos ontem (10), e o Viaduto José Maria Barbosa, na Avenida das Torres, inaugurado há algum tempo”.

Emanuel destacou que a região Beira Rio tinha tradição de engarrafamentos sequenciais por causa do fluxo de carros de quem vem de Várzea Grande pela Ponte Sérgio Motta, fluxo agravado pela quantidade de motoristas que se deslocam ao longo das pistas laterais ao Córrego do Barbado. “O tradicional gargalo no trânsito naquela área está praticamente resolvido”, salientou.

TRABALHO DO VICE-PREFEITO E SECRETÁRIO DE OBRAS JOSÉ ROBERTO STOPA

A construção do Viaduto Murilo Domingos foi coordenada pela Secretaria de Obras Públicas de Cuiabá, e contou com a parceria da Secretaria de Mobilidade Urbana da capital. “Estamos atentos à segurança veicular em geral, com olhar ainda mais especial ao transeunte, a fim de que todos possam andar pelas vias anexas sem colocar a vida em risco”, observou. “Doravante, quem trafegar por ali vai sentir muita diferença: aquele gargalo irritante não será mais um incômodo tão persistente”, observou o gestor de Obras, vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa. Pessoalmente, ele acompanhou cada etapa de construção da obra, a fim de que nada saísse contrário ao projeto elaborado pelo município. 

Todas as vias no entorno do novo viaduto foram recapeadas e devidamente sinalizadas, totalizando uma média de 600 metros de pavimentos. As vias de acesso são as avenidas Tancredo Neves ou a ponte Sérgio Motta. O empreendimento recebeu iluminação LED, o que destaca a obra mesmo à distância.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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