Economia
ALMT aprova projeto para estimular empreendedorismo entre vítimas de violência doméstica
Economia
Proposta garante acesso facilitado à linhas de créditos para mulheres vítimas de violência doméstica e também àquelas reconhecidas como chefes de família e que tenham o empreendedorismo como principal fonte de renda
Da Redação
Na semana marcada pela comemoração ao Dia das Mães, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei 778/2019 que institui o Programa de Apoio à Mulher Empreendedora.
De autoria do deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC), a proposta garante acesso facilitado à linhas de créditos para mulheres vítimas de violência doméstica e também àquelas reconhecidas como chefes de família e que tenham o empreendedorismo como principal fonte de renda.
Conforme a propositura, compete ao Governo do Estado, por meio da Agência de Fomento de Mato Grosso – Desenvolve MT, promover o acesso desburocratizado às linhas de créditos.
O texto também prevê a celebração de convênios para a implementação de cursos de educação financeira e assistência técnica ao público feminino.
“Essa proposta representa um grande avanço na melhoria de vida de milhares de mulheres empreendedoras de Mato Grosso. Mulheres que devido a burocracia permanecem na informalidade e com insegurança financeira”, pontua Xuxu Dal Molin.
O parlamentar reforça ainda que a sanção do projeto de lei terá papel importante para a redução dos crimes relacionados à violência doméstica.
“A maioria das vítimas desse crime covarde depende financeiramente do agressor. Ao oportunizar que essas mulheres tenham uma fonte de renda, o Estado está incentivando às mulheres a colocarem um ponto final nos relacionamentos abusivos e encorajando-as a denunciarem seus agressores. Precisamos extirpar esse crime da sociedade e ao mesmo tempo punir os autores”, assevera Dal Molin.
Economia
Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios
A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.
Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.
O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.
Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.
Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.
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