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Várzea Grande recebe projeto piloto de qualificação de pequenos produtores de suínos

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O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, aponta como de fundamental importância o apoio ao pequeno produtor rural, com ferramentas que impactam em menor custo de produção e aumento da produtividade. Em reunião no Paço Municipal, o prefeito recebeu o vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, o diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso – Acrismat – Custódio Rodrigues de Castro Júnior, vereadora Rosy Prado, especialistas e técnicos do setor da suinocultura do Estado para tratar sobre o “Projeto de Qualificação de Pequenos Produtores de Suínos de Mato Grosso”.

Várzea Grande foi o município escolhido para ser o piloto da iniciativa, que consiste em promover qualificação e treinamento aos pequenos produtores, quanto ao melhor manejo da suinocultura de criatórios, relativo ao processo de produção, comercialização e de distribuição, com foco na inclusão produtiva e geração de renda. “Tenho um compromisso com a agricultura familiar, de destinar um percentual do orçamento municipal para fomentar políticas públicas destinadas aos pequenos produtores rurais, além de fortalecer as parcerias com as entidades que atuam no setor, buscando alternativas para contribuir com o seu desenvolvimento”, pontuou o prefeito.

Para o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, o projeto tem a intenção de trabalhar com os pequenos produtores, associações e cooperativas, envolvendo entidades do setor. “Apresentamos o projeto para o prefeito Kalil por reconhecer Várzea Grande como referência no Estado. Queremos contribuir para o levantamento, quantificação e qualificação dos pequenos produtores de suínos do município e avançar, juntos, nos programas voltados para a agricultura familiar”, afirmou ele.

Segundo a economista e consultora da Acrismat, Alda Tereza Castro, é preciso mapear os criatórios de suínos, levando informações acerca da legislação, e acompanhar a atividade sob o aspecto econômico, social, de sanidade animal e de vigilância sanitária. “Com a melhoria na produção, o produtor de suíno de criatório obterá maior produtividade e ganho, gerando mais renda, promovendo a inclusão social das famílias que vivem dessa atividade, impactando em melhores condições de vida para todos os envolvidos direta e indiretamente”, destacou a economista, acrescentando que após a fase de diagnóstico, serão desenvolvidas as capacitações.

Com mercado interno em franco crescimento, a suinocultura é uma atividade consolidada no Brasil, com tecnologia para abarcar as áreas de produção, que passam pela genética, nutrição, sanidade, manejo, instalações e equipamentos. “Considerando as exigências do mercado consumidor, como os cuidados com a segurança alimentar, os pequenos produtores precisam se adequar para acompanhar essa tecnologia produtiva e serem também competitivos”, acrescentou.

O prefeito sinalizou positivamente para a iniciativa e sugeriu uma agenda de trabalho imediata para início da parceria, que tem previsão de um ano para se desenvolver. O projeto, cujos proponentes são a Acrismat e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, conta com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar; EMBRAPA – Suínos e Aves; e o Fundo de Sanidade e Desenvolvimento da Suinocultura – FSDS.

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Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

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A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.

Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.

O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.

Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.

Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.



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