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MP destaca economia de R$ 218 milhões em licitações da Sinfra e arquiva inquérito

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Da Redação.

O promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, da Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, determinou o arquivamento do inquérito civil que apurava possíveis ilegalidades em licitação realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O arquivamento foi determinado pelo promotor ao reconhecer a economia somada de R$ 218,8 milhões em todos os procedimentos licitatórios feitos na atual gestão.

“Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se convencer da inexistência de fundamento para a propositura da ação civil, promoverá o arquivamento dos autos do inquérito civil ou das peças informativas, fazendo-o fundamentadamente”, disse o promotor em portaria assinada em 15 de abril.

O inquérito tinha como objeto específico a suposta irregularidade na contratação da empresa Fratello Engenharia para execução das obras de pavimentação da MT-220, uma vez que a administração pública se utilizou do modelo Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para contratar a obra.

Porém, a Comissão Permanente de Licitação da Sinfra demonstrou que a contratação da empresa foi regular, com o cumprimento de todos os trâmites previstos. Inclusive, teve a participação de 13 empresas no processo licitatório – e a Fratello Engenharia sagrou-se vencedora ao apresentar menor preço.  

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, o contrato junto à Fratello Engenharia foi rescindido por descumprimento do cronograma dos serviços previstos.  “Nós notificamos a empresa e fizemos o rompimento do contrato por ela não ter cumprido o cronograma e por não atender a qualidade da obra. Rescindimos o contrato por má qualidade e assim faremos com todos os contratos nos quais as empresas não derem o andamento correto às obras”, afirmou.

Vantajosidade 

Ao analisar o processo que culminou no contrato com a Fratello, o promotor Mauro Zaque de Jesus reconheceu que a aplicação do RDC foi oportuna e atendeu aos devidos trâmites legais. Além disso, o promotor avaliou todos os processos licitatórios realizados pela Sinfra e admitiu a possibilidade de contratação de obras de infraestrutura via RDC.

“A aplicação do RDC no processo licitatório nº 84.814 foi vantajosa, na medida em que proporcionou a ampla competitividade, com a participação de 13 empresas, na disputa pelo melhor lance. A Secretaria destacou que a adoção do RDC é facultativa, permitindo o poder discricionário do Gestor. E que não há nenhuma ilegalidade em sua escolha pela Administração Pública. Todo o procedimento obedeceu aos princípios da administração como a transparência, competitividade e isonomia, em todas as suas fases”, ressaltou o promotor.

Para o secretário Marcelo de Oliveira o reconhecimento do órgão de controle é demonstração clara e inequívoca de que a condução dos processos na Sinfra é legal, vantajosa e tem como único objetivo ampliar a malha rodoviária estadual pavimentada, construindo novos trechos e melhorando as condições de infraestrutura das rodovias.

“Deixamos claro que o Estado, através do RDC, gerou uma economia sem precedentes nos processos licitatórios para contratação de obras de infraestrutura da história do Estado. E todas as licitações realizadas e contratadas têm obras efetivamente em andamento em Mato Grosso”, ressaltou o secretário.

Foto: SECOM/MT

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Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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