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Surfe: Medina avança na Austrália e chega ao topo do ranking

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Yago Dora e Tatiana Weston-Webb também seguem na etapa de Narrabeen

Três brasileiros continuam na disputa do título da terceira etapa do World Surf League Championship Tour 2021, que acontece em Narrabeen, na Austrália. Nesta segunda-feira (19), Gabriel Medina, Yago Dora e Tatiana Weston-Webb bateram seu adversários e chegaram às quartas de final. Com a derrota de Ítalo Ferreira e vitória de Gabriel nas oitavas de final, o bicampeão mundial assumiu a liderança do circuito.

Medina passou por outro brasileiro, Caio Ibelli, com a maior nota da competição: 9,00, por um aéreo com giro completo no ar e aterrissagem perfeita. “Feliz por conseguir pegar boas ondas nas baterias. Estou me divertindo e focado, porque eu quero chegar na final”, disse o líder do ranking à assessoria da World Surf League (WSL). “Muito feliz pelas minhas notas e, agora, é esperar o último dia, que vai ser irado. Graças a Deus está dando tudo certo até agora e esse evento aqui em Narrabeen está sendo incrível. Tem dado altas ondas, o lugar é maneiro e estou feliz por estar aqui”.

O catarinense Yago Dora fez a melhor apresentação do evento contra o paranaense Peterson Crisanto. Com dois aéreos completos, Yago somou notas 8,83 e 7,50 e fez o maior placar até agora: 16,33 pontos. “Ontem (domingo) tinha aquele vento maral fechando as ondas. Hoje, mesmo um pouco menor, o vento terral deixa as ondas mais limpas e melhores para surfar”, analisou Yago Dora. “Eu caí em alguns aéreos no início, mas quando completei o primeiro, fiquei mais confiante e logo depois acertei o segundo. O Peterson é um dos meus surfistas favoritos no Tour. Lembro que no meu primeiro campeonato, ele tinha uns 15 anos e tirava duas notas 10 em cada bateria. Ganhava tudo e eu queria ser como ele, então estar neste grupo é incrível”.

Weston-Webb nas quartas

A gaúcha Tatiana Weston-Webb enfrentou a australiana Nikki Van Dijk e se destacou com a variação de manobras, batidas e rasgadas. A vitória veio por 14,00 a 6,23. “É sempre bom começar a bateria com boas notas”, disse a brasileira. “A última bateria que eu tinha disputado foi bem tensa, contra a Tyler Wright e a Laura Enever. Nessas condições é muito complicado com três pessoas na bateria. Contra apenas outra oponente, é mais fácil controlar a bateria e eu me senti mais confiante. Eu fiquei feliz com meu surfe hoje”.

Além de Ítalo Ferreira, Peterson Crisanto e Caio Ibelli, outros brasileiros foram eliminados nas quartas: Alex Ribeiro, Adriano de Souza, Jadson André e Filipe Toledo.

A etapa de Narrabeen está sendo transmitida ao vivo e de graça no site da WSL.

Quartas de final

Masculino  

Frederico Morais (POR) x Ethan Ewing (AUS)

Gabriel Medina (BRA) x Morgan Cibilic (AUS)

Kanoa Igarashi (JPN) x Conner Coffin (EUA)

Yago Dora (BRA) x Griffin Colapinto (EUA)

Feminino 

Carissa Moore (HAV) x Keely Andrew (AUS)

Sally Fitzgibbons (AUS) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

Caroline Marks (EUA) x Johanne Defay (FRA)

Stephanie Gilmore (AUS) x Courtney Conlogue (EUA)

Edição: Gustavo Faria

Por Agência Brasil – Rio de Janeiro

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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