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Policiais civis receberão nova identidade funcional

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Cinco mil identidades funcionais e distintivos que atendem a padrão nacional, serão entregues a profissionais ativos e inativos.

Os policiais civis de Mato Grosso já iniciaram o fornecimento de dados, realização de biometria e assinatura digital para serem inseridos na nova identidade funcional da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC). O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) proporcionou este avanço para a categoria com a destinação de R$ 350 mil, por meio de emenda parlamentar,

Este modelo de identificação é fornecido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O documento conta com padrão uniforme para atender toda categoria de outros estados e o Distrito Federal. “Conseguimos contemplar a polícia civil de Mato Grosso com cinco mil funcionais e distintivos que vão atender os profissionais ativos e inativos. Será um modelo de identificação único, aplicado em todo o país, de forma padronizada. Assim, vai garantir qualidade e uma maior segurança aos servidores”, ressalva Claudinei.

 Essa iniciativa atende a Portaria de n.º 885, de 18 de dezembro de 2019, que dispõe do modelo e caraterísticas da carteira funcional – em formato digital e físico, o que tornará um documento oficial de identificação visual unificado para os servidores civis da segurança pública. Este documento atenderá as orientações do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC).

Cadastramento – Em fevereiro deste ano, foram capacitados cerca de 40 policiais civis das 15 regionais de Mato Grosso para fazerem todo o processo de cadastro dos profissionais que foi ministrada pela Gerência de Desenvolvimento e Aplicação da Coordenadoria de Gestão de Pessoas da Polícia Civil.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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