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Mato Grosso pode ter campanha de conscientização sobre automedicação animal

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PL foi apresentado no dia 22 de marco e aguarda despacho das comissões.

Da Redação

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), propôs uma campanha de conscientização sobre automedicação animal em Mato Grosso. Para isso, ele apresentou o Projeto de Lei 185/21, que se aprovado, normatizará a proposta.

Em tramitação desde o dia 22 de março, a iniciativa visa alertar sobre os perigos da automedicação de animais e estimular que os tutores busquem ajuda do médico veterinário, ação que ajudará também a combater a propagação de informações falsas sobre tratamento de animais.

Dessa forma, a campanha deverá informar a população sobre os cuidados necessários com os animais, com a divulgação sobre os perigos da automedicação, prática que pode agravar a saúde com problemas permanentes ou causar a morte.

No projeto, Botelho cita trecho das Constituições Federal e Estadual sobre a preservação do meio ambiente. Tendo como destaque a proteção da fauna e da flora, assegurando a diversidade das espécies e dos ecossistemas, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica e provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.
Reforça que a promoção de campanhas de conscientização deixará a população bem informada sobre os perigos da automedicação animal e a importância do acompanhamento médico veterinário regularmente. Bem como servirá de alerta sobre o hábito de buscar informações apenas na internet, que nem sempre são verídicas, podendo acentuar ainda mais o problema de saúde do animal, com a automedicação.

“Mesmo que a intenção seja a de ajudar, infelizmente é possível que a automedicação provoque consequências danosas à saúde animal, podendo levar até a morte. Assim, é necessário estimular que os tutores busquem orientação do veterinário sempre que o animal apresentar sinais de que não está bem. Portanto, é imperativo que o Poder Legislativo Estadual institua a campanha de conscientização contra a automedicação animal como forma de preservação à saúde”, afirma o deputado.


Gabinete do deputado Eduardo

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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