Mato Grosso
Profissionais de três estados e da Bolívia participam de Curso de Policiamento de Fronteira
Mato Grosso
Da Redação
O sargento, Ruben Machaca Vargas, carrega em sua farda a bandeira da Polícia Boliviana, instituição da qual faz parte há quatro anos. O militar, que atualmente trabalha na fronteira em San Matías, deixou o seu país de origem para se integrar a um grupo de profissionais da Segurança Pública dos Estados de Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, que terá uma nova missão nos próximos 45 dias: aprimorar os conhecimentos de enfrentamento aos crimes fronteiriços.
Vargas e mais 28 agentes da Polícia Militar e Polícia Judiciária Civil, se dedicarão as aulas teóricas e práticas do Curso de Policiamento de Fronteira (CPFron). A aula inaugural da capacitação foi realizada, nesta sexta-feira (27.10), em Cáceres. “Já tinha ouvido falar do curso, o que me despertou o desejo em participar. Quero aprender mais sobre as técnicas de policiamento na fronteira e levar os conhecimentos aos meus colegas de farda”, disse Vargas.

Para o comandante da Polícia Boliviana em San Matías, major Edwin Troncoso Zurita, a troca de informações e parceria entre as polícias de fronteira é importante para melhorar o atendimento ao cidadão e combater os crimes, principalmente o tráfico de drogas.
“A integração entre as polícias é importante, porque assim como existem brasileiros que moram na Bolívia, também existem bolivianos que moram e passam por aqui. Então, a troca de informação e parceria melhoram o contato com o cidadão e o combate aos crimes”, destacou o militar.
O curso está sendo ministro pelo Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) e tem como objetivo aperfeiçoar os conhecimentos dos profissionais que atuam diretamente no enfretamento aos crimes típicos da região de fronteira.
Para isso foi elaborado um planejamento que inclui aulas nos períodos matutino, vespertino e noturno que serão realizadas nos municípios de Porto Esperidião e Cáceres. As aulas terão fundamentações teóricas e exercícios práticos, vivenciando a realidade da região de fronteira. Entre as disciplinas estão: direitos humanos, patrulhamento fluvial, tiro policial e busca veicular.
Para o comandante do Grupo Especial de Segurança na Fronteira, tenente-coronel PM José Nildo Silva de Oliveira, a capacitação é um ganho para a Segurança Pública e para a sociedade. “A qualidade do atendimento de quem está trabalhando na região de fronteira reflete positivamente no policiamento local, na segurança das cidades que fazem parte da região e em todo o Estado” .
Após a fase de instruções, os alunos passarão por um estágio operacional com duração de dois meses, na fronteira do Brasil com a Bolívia, para executar na prática as técnicas adquiridas ao longo do curso. No ano passado, 38 profissionais, sendo 30 policiais militares do último concurso de soldados, concluíram o Curso de Policiamento de Fronteira (CPFron) reforçando o efetivo do Gefron nos mais de 900 km de fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
“O curso já ultrapassou as fronteiras do nosso Estado e do nosso país, porque temos um policial boliviano fazendo parte desta edição. Então, hoje estamos exportando conhecimento. Temos certeza, que este trabalho irá trazer resultados positivos para Segurança, assim como a última turma já apresentou”, disse o secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Jonildo José de Assis.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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