Mato Grosso
Emanuel toma posse como vice-presidente das capitais da região Centro-Oeste no consórcio ‘Conectar’ para compra de vacinas
Mato Grosso
O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro assumiu o cargo de vice-presidente das capitais da Região Centro-Oeste – no Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras – ‘Consórcio Conectar’. De acordo com a chapa “Conectados pelo Brasil”, agora fica oficialmente permitida a continuidade das tratativas para compra de vacinas, medicamentos e insumos contra a Covid-19. A iniciativa é parte de uma forte ofensiva da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) no combate à pandemia.
A chapa ‘Conectados pelo Brasil’ é presidida pelo prefeito de Florianópolis/SC, Gean Loureiro; 1º vice-presidente, Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém; 2ª vice-presidente, Cinthia Ribeiro, prefeita de Palmas. Ao todo, é formada por 18 membros, conforme previsto no estatuto.
O Conectar já conta com a manifestação de interesse de mais de 2,6 mil municípios, sendo 25 capitais, e mais de 1,8 mil cidades já tiveram sua Lei Autorizativa aprovada em suas Câmaras Municipais. A cerimônia foi acompanhada por prefeitos e gestores dos municípios consorciados e contou com a participação especial do conselheiro presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon); e do conselheiro do Tribunal de Contas de Santa Catarina, José Nei Ascari. O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, enviou mensagem, por meio de vídeo, de apoio ao consórcio.
Ações
Desde que foi instituído, no dia 22 de março, membros do Conectar já têm mantido agenda intensa de trabalho. Já há tratativas diplomáticas do consórcio com os EUA para sensibilizar o país norte-americano em relação ao cenário da pandemia da covid-19 no Brasil. Entre as propostas colocadas pelo consórcio à embaixada americana está a possibilidade de o país fazer um empréstimo ao Brasil de doses da vacina da AstraZeneca, que estão estocadas nos EUA. Assim como ajudar na intermediação com os laboratórios Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson. Já existem também tratativas com a OPAS/OMS para que interceda junto ao Covax Facility a ampliação da participação na aquisição de vacinas e antecipação das entregas. O governo brasileiro, quando aderiu ao Covax Facility, tinha opções de adquirir doses equivalentes a 40% da sua população, mas optou por apenas 10%. Na quinta-feira, 2, ocorrerá a primeira reunião da diretoria empossada já para a provação de algumas resoluções, entre elas a de Compliance do consórcio, que trará as definições do portal de transparência, das ações que serão divulgadas e da contratação de uma auditoria independente para dar tranquilidade a quem dirige e, principalmente credibilidade ao consórcio.
*Com informações da assessoria do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras – ‘Consórcio Conectar’
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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