Saúde
Veja 8 sinais que o câncer de pâncreas pode causar durante a digestão
Embora raramente os cânceres manifestem sintomas em estados iniciais, é preciso ficar atento a sinais do tumor mais letal que existe
Saúde
O câncer é uma doença complexa e que começa a partir da reprodução de células defeituosas do próprio corpo: por isso, ela raramente manifesta sintomas iniciais ou é percebida pelas defesas do organismo.
Entretanto, conforme os quadros avançam, é possível que alguns sinais das alterações provocadas por tumores sejam notados no corpo. Um destes casos é o do câncer de pâncreas, o tumor com mais altas taxas de letalidade proporcionais no mundo.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor de pâncreas tem a pior taxa de sobrevivência: anualmente, mais pessoas morrem da doença do que descobrem novos tumores. Ele representa só 1% de todos os cânceres diagnosticados, mas é responsável por 5% das mortes.
A alta mortalidade decorre justamente do diagnóstico tardio. Por isso, ao notar qualquer alteração que possa indicar um tumor no órgão, especialmente na hora de comer, é preciso buscar atendimento médico.
Segundo a oncologista Miriam Cristina, da Oncoclínicas Brasília, se os sintomas persistirem por semanas, é preciso fazer exames mais aprofundados. “Muitas vezes eles revelam doenças benignas, mas é preciso dar atenção a tudo aquilo que persiste e não melhora dentro de um mês”, explicou a oncologista em entrevista anterior ao Metrópoles.
A Pancreatic Cancer Action (PCA), um grupo inglês de prevenção do câncer, recomenda que as pessoas tenham atenção a variações no processo digestivo. Confira:
Sinais do câncer de pâncreas
1. Indigestão ou azia persistente
Sensação de queimação no peito ou no estômago, inchaço e arrotos frequentes também podem indicar câncer. “O quadro pode ser diagnosticado erroneamente como refluxo ácido, gastrite ou úlceras, mas há chance de ele estar relacionado ao câncer de pâncreas e tumores de estômago e esôfago”, ensina o farmacêutico Ade Williams, líder do PCA.
2. Sentir-se saciado rapidamente
Sentir-se satisfeito depois de comer apenas uma pequena quantidade de comida é outro sintoma a ser observado. Embora o quadro normalmente esteja ligado a problemas menos complexos, como a constipação, ele é frequente no câncer de pâncreas, especialmente quando está conectado a outros sintomas da lista.
3. Náuseas ou vômitos
Náuseas frequentes e vômitos logo após as refeições são um sinal de alerta: tumores mais avançados costumam ser acompanhados de vômitos com sangue. Caso o sintoma se repita com frequência, é preciso avaliar o risco de câncer de pâncreas, assim como o de estômago.
4. Perda de peso inexplicável
Perder peso sem tentar, muitas vezes antes de sentir alterações no apetite, pode ser um sinal de muitos tipos diferentes de câncer, incluindo o de pâncreas.
5. Dor nas costas ou desconforto abdominal
Dores persistentes ou intensas no abdômen, principalmente após comer, também podem ocorrer em casos de câncer de pâncreas, sendo mais comuns quando a pessoa se deita após comer. As dores na parte média das costas ocorrem especialmente quando os tumores invadem o conjunto de nervos que fica perto do órgão.
6. Mudança nos hábitos intestinais
Diarreia, constipação ou alterações na consistência das fezes, especialmente se detectadas logo após as refeições, são outros sinais de alerta. As fezes de pessoas afetadas pelo câncer de pâncreas também costumam ter uma coloração esbranquiçada, sendo grandes, malcheirosas e flutuantes pelo excesso de gordura expelida.
7. Icterícia
A icterícia, quando há um amarelamento da pele e dos olhos e a urina se torna mais escura, é comum na hepatite. Ela também é um forte sinal de câncer de pâncreas, já que a bilirrubina produzida pelo corpo não é excretada, o que leva ao amarelamento da pele e intoxicação do organismo.
8. Diabetes de início recente e não associada ao ganho de peso
Pessoas que têm índices de insulina desregulada costumam ter diabetes tipo 2 e uma série de tumores podem ser associados à condição. A insulina, porém, é produzida pelo pâncreas e o hormônio não é secretado pelo corpo quando o órgão está tomado de células cancerígenas, o que eleva o nível de açúcar no sangue.
A diabetes tipo 2 costuma ser causada por maus-hábitos alimentares e é associada a um ganho de peso. Quando há um emagrecimento mesmo com o diagnóstico, pode ser um sinal de diabetes tipo 3 (causada pelo câncer), que é muito mais rara.
Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/saude/8-sinais-do-cancer-pancreas-mortal
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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