PANDEMIA

Médica do MT Saúde garante que todas vacinas são eficazes e seguras

Todas têm eficácia em torno de 90% contra as formas graves da doença, mas o uso das máscaras ainda continua sendo obrigatório para todos

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Saúde

Foto: Gustavo Duarte

A vacinação contra a Covid-19 tem gerado dúvidas sobre a eficácia de cada imunizante. Para falar sobre o assunto, o Mato Grosso Saúde conversou com a médica pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, que é credenciada ao plano de saúde pela clínica Vida. Ela assegura que todas as pessoas devem tomar qualquer vacina disponível nos postos.

“Quanto a eficácia, todas as vacinas têm alta eficiência contra as formas graves da doença, portanto, precisamos conscientizar a população da importância de se vacinar contra a Covid-19, evitando com isso, as formas graves, que são as que podem levar ao óbito”, frisou.

O Brasil conta atualmente com quatro vacinas aprovadas para a população: CoronaVac, Astrazeneca, Pfizer e Janssen. Existem diferenças na eficácia de cada uma contra qualquer forma da Covid-19. Mas, Natasha explica que todas são eficientes contra as formas graves. “Acima de 85% qualquer uma delas. Então, todas são boas sim! E qual tomar? A que estiver disponível no dia da sua vacinação”, enfatiza a médica.

Confira a entrevista:

Se eu já peguei a doença, mesmo assim preciso tomar a vacina? Já não estou com anticorpos?

Dra. Natasha Slhessarenko: As vacinas não são esterilizantes, ou seja, não impedem que o indivíduo pegue o vírus. Desta forma, a pessoa vacinada pode sim ser infectada, mas as vacinas ajudam para que o quadro sintomático da doença não apareça ou não evolua para as formas mais graves ou óbito.

Assim sendo, mesmo aqueles que já tiveram a doença e têm um certo grau de imunidade, devem tomar a vacina, pois ela funciona como um reforço no aumento das taxas de imunidade, mesmo porque, não se sabe por quanto tempo a pessoa fica protegida da doença.

A vacinação contra esse vírus acontecerá somente durante o surto pandêmico ou entrará para o calendário vacinal anual, como a vacinação contra a gripe?

Dra. Natasha Slhessarenko: Pelo que conhecemos da gripe, que também é causada por um vírus transmitido pelo ar, a vacinação contra o coronavírus deverá fazer parte do calendário anual. O vírus da Covid-19 veio para ficar. Não conseguiremos nos livrar dele e, certamente, entrará para o calendário oficial das imunizações feitas anualmente. Os casos diminuirão, mas a doença vai se manter de maneira endêmica.

A vacinação contra a gripe está sendo realizada em todo o território nacional. Todos podem tomar a vacina ou é recomendado esperar o ciclo vacinal completo da vacina da Covid-19? Existe um prazo para se tomar a vacina contra influenza e contra o coronavírus?

Dra. Natasha Slhessarenko: Prefira fazer o esquema completo da Covid-19! Faça o esquema completo para Covid-19 e faça a vacina da gripe 14 dias após o término do esquema para o coronavírus. Entretanto, se você tomar a Astrazeneca ou Pfizer, que possuem três meses de intervalo entre uma dose e outra, você pode tomar a da gripe nesse período, lógico, respeitando esses 14 dias entre as vacinas.

Já podemos pensar em dispensar o uso das máscaras e demais medidas protetivas?

Dra. Natasha Slhessarenko: Muito embora a vacinação esteja avançando em todo o país, ainda não é hora de abandonar o uso das máscaras.

Poderemos pensar nessa situação quando tivermos, pelo menos, 70% da população, ou mais, com as duas doses aplicadas, aí sim poderemos pensar em dispensar o uso de máscaras em ambientes abertos, porque a partir desse momento teremos a diminuição da circulação do vírus. Por enquanto o vírus circula muito por ter muita gente ainda desprotegida.

As demais medidas protetivas como, manter distanciamento social, não fazer aglomerações, preferir ambientes ventilados, lavar com frequência as mãos e, ao menor sintoma, se isolar, procurar um médico e fazer o exame, continuam valendo para todas as pessoas.

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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