Saúde
Bactérias da boca podem aumentar em 30% o risco de câncer, diz estudo
Já escovou os dentes hoje? Pesquisa mostra que grupo de bactérias pode aumentar em 30% o risco de desenvolver câncer de cabeça e pescoço
Saúde
Você escova os dentes e passa fio dental todos os dias? Pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU), nos Estados Unidos, descobriram que um conjunto de bactérias da boca está ligado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço. E a higiene regular da boca é suficiente para eliminar essa ameaça.
As 12 espécies aumentam o risco de ter o câncer em 50%. Foram analisadas a dieta, estilo de vida e histórico médico de 160 mil americanos, que lavavam a boca com enxaguante bucal e entregavam amostras de saliva aos cientistas. O material foi testado para descobrir quantos e quais micro-organismos estavam presentes.
Os voluntários foram acompanhados por 15 anos — nesse período, 236 deles desenvolveram cânceres de cabeça e pescoço de células escamosas. As amostras desses pacientes foram comparadas com as de participantes saudáveis, e fatores que poderiam influenciar os resultados, como tabagismo, idade e consumo de álcool também foram considerados.
A partir dos resultados, os cientistas identificaram 13 espécies de bactérias que podem aumentar ou diminuir o risco de câncer, e as pessoas que as tinham apresentaram 30% mais chance de ter a doença. Em comparação com outros cinco tipos de bactérias que são comuns em doenças de gengiva, o risco subiu para 50%.
Os pesquisadores apontam que existe uma relação entre as bactérias e câncer, mas não se sabe exatamente como ela acontece. “Nossos achados oferecem um novo insight sobre a relação entre o microbioma oral e os cânceres de cabeça e pescoço. Essas bactérias podem servir como biomarcadores para especialistas descobrirem quem está em alto risco para a doença”, diz o principal autor da pesquisa, Soyoung Kwak, em comunicado à imprensa.
Os resultados foram publicados nessa quinta (26/9) na revista científica JAMA Oncology. Os próximos passos da pesquisa são explorar como acontece a relação, e quais são as melhores maneiras para intervir.
Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/saude/bacterias-da-boca-podem-causar-cancer
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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