Saúde
Anvisa alerta sobre risco no uso de Ozempic antes de anestesia
Medicamentos agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy podem retardar o esvaziamento do estômago, aumentando o risco de aspiração pulmonar
Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta, sobre o uso de medicamentos agonistas de GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, em pacientes que passarão por anestesia ou sedação profunda.
Segundo a Anvisa, esses medicamentos podem retardar o esvaziamento do estômago, aumentando o risco de aspiração pulmonar, ou seja, quando alimentos ou líquidos entram nas vias respiratórias em vez de seguirem para o estômago, o que pode resultar em pneumonia por aspiração. O alerta inclui remédios como:
- Semaglutida (Ozempic, Rybelsus, Wegovy);
- Liraglutida (Saxenda, Victoza);
- Liraglutida combinada com insulina degludeca (Xultophy);
- Lixisenatida (Soliqua);
- Tirzepatida (Mounjaro);
- Dulaglutida (Trulicity).
Anvisa solicita aviso em bula
A Anvisa informou que, embora análises de autoridades internacionais não tenham identificado uma relação causal direta entre esses medicamentos e a aspiração, a agência considera relevante alertar sobre o risco.
Como esses remédios retardam o esvaziamento do estômago e há casos relatados na literatura médica, a Anvisa acredita ser importante que os profissionais de saúde e os pacientes estejam cientes do potencial risco.
Por isso, a agência solicitou aos fabricantes que incluam nas bulas a advertência sobre o risco de aspiração em procedimentos envolvendo anestesia geral ou sedação profunda.
Aos profissionais de saúde, a Anvisa orienta que questionem os pacientes sobre o uso desses medicamentos antes de cirurgias e tomem medidas para garantir que o estômago esteja vazio. Já os pacientes devem informar aos médicos sobre o uso desses remédios caso tenham cirurgias ou exames com anestesia agendados.
Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/saude/anvisa-alerta-risco-ozempic-anestesia
Saúde
HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá
Da Redação
O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.
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