equilíbrio financeiro

TCE-MT Aprova por Unanimidade as Contas de Várzea Grande

O balanço foi apresentado na sessão ordinária, sob a relatoria do conselheiro Guilherme Antonio Maluf

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

As contas do governo de Várzea Grande relativas ao exercício de 2023, com superávit orçamentário e equilíbrio financeiro, receberam parecer prévio favorável à aprovação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O balanço foi apresentado na sessão ordinária, sob a relatoria do conselheiro Guilherme Antonio Maluf.

Em seu voto, o relator ressaltou que a situação financeira da Prefeitura de Várzea Grande apresenta um superávit de R$ 31,3 milhões, que poderá ser utilizado como recurso para a abertura de créditos adicionais no próximo exercício, desde que observadas as fontes e destinações específicas dos recursos.

 “Além disso, o quociente de disponibilidade financeira para pagamento de restos a pagar aponta que, para cada R$ 1 de restos a pagar inscritos, há R$ 1,49 de disponibilidade financeira e, portanto, indica equilíbrio financeiro. ”

Maluf também destacou que o gestor municipal foi diligente no cumprimento dos limites constitucionais, aplicando 18,35% da arrecadação dos impostos em ações de Saúde, superando o mínimo de 15% estabelecido pela Constituição Federal.

“A mesma diligência pode ser constatada em relação ao total de despesa com pessoal e encargos do Poder Executivo com os quais foram gastos R$ 519,6 milhões, o que equivale a 48,78% da Receita Corrente Líquida Ajustada, observando o limite máximo de 54% estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal. ”

O conselheiro-relator votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas, com a recomendação de que sejam implementadas medidas para atender 100% dos requisitos de transparência. Seu voto foi acompanhado por unanimidade pelo Plenário.

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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