URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

SOS SAÚDE COLÍDER: Médicos paralisam atendimento em Hospital – alegam que não recebem salários há mais de 3 meses

Médicos paralisaram os atendimentos no Hospital Regional de Colíder

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Política

Gazeta Digital

Desde o início da manhã desta quinta-feira (5), os médicos paralisaram os atendimentos no Hospital Regional de Colíder (650 km ao norte de Cuiabá). A motivação, segundo esses profissionais, seria porque estão sem receber salários há mais de 3 meses.

Conforme denúncia de vários médicos que não quiseram se identificar, o hospital atende demanda não só da cidade, mas também dos municípios vizinhos. Na porta da unidade, já tem um aviso comunicando aos pacientes sobre a paralisação dos trabalhos.

Os atendimentos estão restritos somente para casos de urgência e emergência. Até o momento, a administração da unidade de saúde não se manifestou sobre essa situação.

Uma funcionária do hospital informou, que os pacientes com consultas e procedimentos estão sendo avisados na unidade, sendo que ainda não existe um prazo determinado para a retomada dos atendimentos.

Em um dos casos repassados, uma empresa especializada em cirurgia geral está sem repassar aos médicos os meses de maio, junho, julho e agosto.

Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) ainda não se manifestou sobre a situação vivenciada pelos profissionais da saúde daquele município.

 

 

 

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Decisões monocráticas prejudicam trabalho da CPMI, diz Carlos Viana

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As decisões monocráticas do Judiciário, muitas vezes tomadas à revelia da Constituição, geram insegurança, invasão de prerrogativas e atrapalham o trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (11) pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após audiência com o ministro relator da Operação Sem Desconto, André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na conversa com o ministro, Carlos Viana apresentou pontos que precisam ser esclarecidos em relação às investigações da comissão e defendeu a revisão de habeas corpus que permitem o não comparecimento de testemunhas ao colegiado.

— O ministro vai rever e, especialmente no caso de Daniel Vorcaro, encaminhará recurso para votação na turma colegiada. Para nós é uma questão de honra ele comparecer à CPMI. Se não houver revisão de habeas corpus e possibilidade de comparecimento, dificilmente ele terá de dar satisfações ou comparecer à comissão — afirmou.

Viana disse ainda a André Mendonça que a CPMI não tem qualquer responsabilidade em relação a vazamentos de informações, tendo em vista que o colegiado tem o papel institucional de resguardar esses dados.

O presidente da CPMI, no entanto, ressaltou que a audiência com o ministro do Supremo não avança para corrigir “o desequilíbrio entre os Poderes, na invasão de prerrogativas que o Congresso Nacional tem, mas que decisões monocráticas têm atrasado e inviabilizado o nosso trabalho”.

No encontro no STF, Carlos Viana também cobrou a presença de representantes do sistema financeiro na comissão.

— Eles não estão na CPMI como investigados, mas como testemunhas ou colaboradores para [a elaboração] de uma nova legislação que tenha regras para consignados — esclareceu.

A “blindagem do sistema financeiro pela base do governo” também foi apontada pelo relator da comissão mista, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que participou da audiência com André Mendonça.

— Trabalho para entregar um relatório robusto, mas que contém vários tópicos que necessitam de provas concretas. Nossa preocupação é a blindagem do sistema financeiro, muito por decisões judiciais, e estamos impedidos de avançar nesse tema. Precisamos impor restrições ao que temos encontrado. Ou o Brasil muda esse jogo e respeita a população ou esse desvio em cima de aposentados e pensionistas continuará acontecendo — disse o relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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