Política
Sindicato pede apoio a Botelho pela vacinação de motoristas do transporte coletivo
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O Sintrobac representa os trabalhadores do transporte rodoviário de 24 municípios mato-grossenses, somando cerca de 10 mil trabalhadores…
Da Redação
Preocupados com o alto índice de contaminação da Covid-19, representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (Sintrobac/MT) recorreram ao primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), nesta sexta-feira (19), para pedir que a categoria seja incluída na lista prioritária de vacinação. Em seu gabinete, Botelho recebeu o presidente do Sintrobac, Edval Luiz Pereira de Souza, o vice-presidente do sindicato, Olmir Justino, e a diretora Maria do Carmo, assegurando que vai levar a demanda ao governo do Estado.
O Sintrobac representa os trabalhadores do transporte rodoviário de 24 municípios mato-grossenses, somando cerca de 10 mil trabalhadores, sendo 1,8 mil motoristas do transporte coletivo.
Ao considerar de suma importância essa reivindicação, Botelho garantiu que vai apresentar um requerimento, em parceria com o líder do governo na ALMT, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), para solicitar a iniciativa ao governo, bem como agendará uma visita para tratar sobre o assunto pessoalmente com o governador Mauro Mendes (DEM).
“É uma proposta viável. Motoristas carregam várias pessoas, ônibus cheios, e mesmo sendo feitas algumas adaptações para o combate ao coronavírus, a situação é preocupante porque não tem como manter o distanciamento social. É uma situação muito complexa. Vaciná-los vai ser uma forma até de ajudar as pessoas que acabam tendo contato com eles [motoristas], haja vista que têm vários motoristas contaminados, alguns já morreram, têm outros intubados. A reivindicação é justa e vamos encaminhá-la para prefeitos e o governo estadual. Tenho certeza que será atendida”, disse Botelho, ao lamentar as inúmeras vidas perdidas, diante à difícil realidade mundial.
Na reunião, o presidente do Sintrobac, Edval Luiz Pereira de Souza agradeceu o empenho do parlamentar em apoiar a luta da categoria. Expôs a necessidade de priorizar a vacinação dos profissionais, principalmente, aos do transporte coletivo que enfrentam aglomerações.
“Estou saindo com esperança. O deputado nos recebeu muito bem, entendeu a nossa preocupação ao pedir que a categoria seja colocada como prioridade à vacinação. Sabemos as dificuldades do país para adquirir as vacinas; sabemos da luta do governo do estado também. Mas, se conseguir, que dê prioridade, pois já perdemos motoristas do transporte coletivo e de cargas. A situação está bem difícil”, afirmou ao destacar alguns fatores que tornam a profissão insalubre, como o barulho dos motores. “Com os cuidados necessários e vacinação, tais circunstâncias podem ser aliviadas”.
Política
Comissão que analisará linha de crédito para motociclistas profissionais é instalada
O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) a comissão que vai analisar a MP 1.366/2026. Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitado para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.
A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativo e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos como os que têm carteira assinada.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão — que é mista, ou seja, é composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será a relatora do grupo.
Essa medida provisória, que foi editada em 12 de junho, faz parte do Programa Move Brasil, lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.
Fundo
A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:
- a compra de veículos;
- a renovação da frota;
- investimentos para melhorar a atividade de transporte;
- projetos que aumentem a produtividade;
- iniciativas de redução das emissões de carbono.
Acesso ao crédito
Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que a MP enfrenta uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições favoráveis.
— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrenta um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir a sua renda e sustentar as suas famílias — declarou.
Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.
— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil chegar ao sistema financeiro apresentando uma renda variável e pedir crédito com juros mais razoáveis. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.
Sustentabilidade
Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvem geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.
Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendem a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.
— Ao incentivar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, estamos também preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.
Tramitação
A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise da MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.
— Como presidente desta comissão, vou trabalhar para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições necessárias para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salientou.
Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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