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SHOPP POPULAR: MAURO DIZ “QUEM CONSTRUIU, QUEM ALUGAVA, NÃO TOMARAM PROVIDÊNCIAS”

Mauro Mendes diz que aquilo ali, senhoras, todo mundo sabe que é uma atividade empresarial privada

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O governador Mauro Mendes (UNIÃO) foi bem claro ao dizer nesta terça-feira (23) que o Shopping Popular não tomou algumas medidas necessárias em relação à segurança estrutural do local, que contava com mais de 600 lojas em plenas atividades. Durante entrevista coletiva nesta terça, o chefe do Executivo mencionou que havia uma ordem para instalar sprinklers, sistemas automáticos de combate a incêndios, mas que não foi cumprida.

“O prédio, quem construiu, quem alugava, não tomou algumas providências que viram a ser tomadas, já existia a determinação de colocar splinter ali, não foi atendido, então nós precisamos tratar isso com um pouco mais de cautela”, disse.
Mauro garantiu que o Estado vai oferecer linhas de créditos aos lojistas que perderam suas mercadorias através da agência de fomento Dezenove MT. Por outro lado, descartou auxílio para a reconstrução da estrutura destruída pelo fogo por se tratar de um local em que havia pessoas “ganhando dinheiro”.
“Aquilo ali, senhoras, todo mundo sabe que é uma atividade empresarial privada. Alguém alugava aquilo, alguém ganhava dinheiro com aquilo. Alguém arrendou aquele estacionamento ali e tava ganhando dinheiro com aquilo. Então não pode o poder público ir lá agora, socorrer quem, no exercício da profissão, ganhava dinheiro”, pontuou.
“Nós temos que atender um clamor social. A Desenvolve está preparando uma linha [de crédito]. Nós vamos [ajudar], já disse isso inicialmente. Agora, não pode, no clamor de algo que é muito triste e lamentável, sair tomando decisões e torrando dinheiro público. Mas nós estamos lá para finalizar uma linha para apoiar os empreendedores”, finalizou.
O presidente da Associação dos empresários do Shopping Popular, Misael Galvão já comunicou a imprensa, na última semana, que a administração tinha zero reais em caixa. Segundo ele, o Shopping arrecadava R$ 900 mil mensais com o pagamento da taxa de condomínio. Este montante, disse ele, era utilizado para pagamento de contas básicas como água e luz, funcionários e manutenção do Shopping.

 

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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