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Prefeita Lucimar anuncia pagamento dos salários de julho e que vai cumprir índice da LRF

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Da Redação

Os servidores da Prefeitura de Várzea Grande recebem hoje, 30, os salários de julho em conta corrente, sendo que com isso a gestão municipal cumpre o calendário estipulado em janeiro pela prefeita Lucimar Sacre de Campos.

“Gostaria não apenas de anunciar o cumprimento do calendário salarial, bem como, que no decorrer, deste ano, iremos literalmente cumprir com os índices determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, para gastos com servidores e para os desempenhos das receitas e despesas”, frisou ela enaltecendo os apontamento do Tribunal de Contas de Mato Grosso – TCE/MT, que também tem enfrentado dificuldades no cumprimento dos índices constitucionais.

A folha de pagamento de Várzea Grande para o Executivo, Previdência de Várzea Grande – Previvag e Departamento de Água e Esgoto – DAE/VG somam R$ 27 milhões com os encargos sociais.

A prefeita se reuniu com os secretários da equipe econômica para uma análise da situação econômica como faz todos os meses e reafirmou não apenas o pagamento de todas as 13 folhas de salários como também os investimentos em áreas essenciais e de interesse da população e de Várzea Grande.

Lucimar Sacre de Campos sinalizou pela transparência e boa gestão da coisa pública desde quando assumiu a administração de Várzea Grande e apontou que na questão da Receita de Capital que são as transferências do Governo Federal, Várzea Grande, assim como Mato Grosso e os demais municípios não tem conseguido receber as transferências voluntárias como recursos de emendas, obras e convênios.

“Fora isto, estas receitas não somam para o índice de comprometimento com o pagamento de salários”, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro.

A Secretária de Gestão Fazendária, ponderou que, segundo estudos da própria Secretaria de Estado de Fazenda – SEFAZ, para definição do Índice de Participação dos Municípios – IPM que define o valor a ser recebido do ICMS, Várzea Grande está entre os maiores crescimentos de sua receita própria, ou seja, 23 se comparado os anos de 2018 e 2019.

Já a prefeita foi mais longe ao lembrar que: “Somente nas áreas da Educação e da Saúde, temos 20 obras em andamento que tem parte de recursos federais e parte de recursos municipais, sendo que do Governo Federal os repasses estão atrasados e as mesmas estão sendo mantidas com os recursos municipais sendo aplicados em prol da população de uma maneira em geral”, disse a prefeita apontando ainda que recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento estão em atrasos, bem como, recursos de programas sociais.

O secretário de Administração de Várzea Grande, Pablo Gustavo Moraes Pereira, confirmou ainda o pagamento de nova parcela do enquadramento dos servidores, lembrando que no salário de junho, foi feito a elevação de um nível para funcionários da Educação e da Saúde e nesta folha de julho será a vez de outras categorias dos servidores públicos municipais.

“A opção da Administração Municipal, após levantamento de impacto de gastos, foi pela elevação de um nível no enquadramento dos servidores de carreira de Várzea Grande, o que deverá acontecer todos os meses desde junho, julho, agosto e setembro, para que em outubro, seja feita uma nova avaliação da situação econômica e financeira do Tesouro Municipal e decida-se quanto a outros pleitos do funcionalismo público de Várzea Grande”, disse o secretário de Administração reforçando que a palavra de ordem da prefeita Lucimar Sacre de Campos é pagamento respeitando o calendário anunciado em janeiro e na medida do possível assegurar os direitos dos servidores.

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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